Só 7 dos 55 não usam carro oficial

Dos 55 vereadores de São Paulo, só sete não usam carros oficiais, alugados pela presidência da Casa. Celso Jatene (PTB), Carlos Apolinário (PMDB), Aníbal de Freitas (PSDB), Police Neto (PSD), Juscelino Gadelha (PV), Ricardo Teixeira (PV) e Netinho de Paula (PCdoB) usam seus próprios veículos para ir à Câmara e a eventos institucionais.

O Estado de S.Paulo

02 de setembro de 2012 | 03h06

O custo do aluguel anual com o Fiat Linea para cada vereador é de cerca de R$ 31.788 anuais - dinheiro suficiente para comprar um modelo Renault Sandero zero quilômetro, por exemplo. O contrato assinado em 2010 custa R$ 162.652,90 anuais e prevê a cessão para a Câmara de 56 Fiat Linea, 9 Fiat Palio, 1 furgão fechado e 1 furgão aberto.

Para Jatene, ex-delegado da Polícia Civil que dispensou o carro oficial no dia 1º de janeiro de 2001, quando foi eleito pela primeira vez, o benefício é um privilégio que deve ser abolido.

"Em um momento como esse, de eleições, o vereador pode ir para um compromisso do mandato com o carro oficial e depois ir para um da campanha. Isso é um privilégio", avalia o parlamentar.

Critérios. Gadelha usou carro da Casa por três anos, até 2008. No segundo mandato, passou a ir de metrô do Tucuruvi, na zona norte, onde mora, para a Câmara, no centro. Já Apolinário usa seu carro particular, um Toyota Prado, quando sai de seu apartamento em Santana, na zona norte, para ir às sessões do Palácio Anchieta. Ele defende que a Câmara tenha uma frota própria de "uns 30 carros" e o vereador só possa usá-los em missão oficial. "Para voltar para casa, tem se ser em carro próprio", afirma. / A.F., B.R., D.Z.

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