Só 6 de 69 vias sugeridas passaram por revitalização

Se os projetos tivessem saído do papel, São Paulo teria hoje quase 70 ruas para chamar de bulevar, incluindo Augusta, José Paulino, Consolação, Mooca, Oriente, Silva Bueno e Teodoro Sampaio. Algumas se inscreveram, por meio de associação de comerciantes, no Programa de Requalificação de Ruas Comerciais, criado em 2003 pela prefeita Marta Suplicy (PT) com o objetivo de promover as revitalizações em parceria com o comércio e a iniciativa privada.

, O Estado de S.Paulo

30 Março 2011 | 00h00

Mas só 6 de 69 ruas que se inscreveram no programa foram totalmente entregues: João Cachoeira (Itaim-Bibi), Avanhandava (Bela Vista), Joaquim Nabuco (Brooklin), 25 de Março (centro), Benedito Andrade (Pirituba) e Oscar Freire (Jardins).

No Itaim, os comerciantes da Rua Amauri bancaram sozinhos a revitalização. Já o bastante anunciado Boulevard Vila Madalena, que alargaria as calçadas em mais de 1,5 metro e mudaria a mão de várias ruas no bairro, foi suspenso após discordâncias entre moradores, Prefeitura e Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Várias ruas importantes do bairro iriam mudar de mão, o que deixou os vizinhos descontentes.

Padrão. Em todos os projetos, a ideia é a mesma: fios aterrados, banquinhos e muitas árvores. Um "banho de loja" desse tipo foi prometido, em 2003, para a Augusta, mas nunca saiu do papel. Naquela época, ainda surgiram planos para a José Paulino - em fevereiro, a Eletropaulo deu o primeiro passo e começou a aterrar cerca de 2 km de fios.

Com o apoio de uma ONG defensora dos direitos gays, a Frei Caneca ganhou até croqui de escritório de arquitetura, após um concurso do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) para transformar a rua em bulevar. O projeto também não vingou.

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