Skatistas desrespeitam limites na Roosevelt

Mesmo com instalação de placas, manobras eram vistas até na frente de base da GCM; nova reunião hoje vai discutir regras para o uso da praça

JULIANA DEODORO, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2013 | 02h03

A instalação de placas que delimitam onde skatistas, patinadores e ciclistas podem praticar os esportes na Praça Roosevelt tiveram pouco - ou quase nenhum - efeito sobre a ocupação do lugar. Ontem pela manhã, era possível ver manobras sendo feitas por toda a extensão da praça, até mesmo na presença de Guardas Civis Metropolitanos (GCM).

As placas eram uma das principais reivindicações dos moradores da região, que acreditavam que seriam importantes para limitar a área utilizada pelos skatistas. Além delas, a Subprefeitura da Sé se comprometeu a reformar o espaço reservado aos skatistas, onde seriam colocadas pequenas rampas e feitas adaptações nos corrimões para ajudar nas manobras. Essas reformas, no entanto, ainda não foram feitas.

O presidente da Ação Local da Praça Roosevelt, Jader Nicolau Júnior, diz que está marcada para hoje uma reunião com o secretário municipal de Segurança Urbana, Roberto Porto. O encontro servirá para discutir qual será o papel da GCM na orientação dos skatistas. "Não adianta colocar a placa se a GCM não está envolvida e não sabe o que pode fazer", diz Júnior. "Sem regras estabelecidas, eles não vão agir."

Ele afirma que não esperava que a simples instalação das placas pudesse coibir os skatistas e ressalta que a resolução do problema dependerá de um processo. "É um conjunto: placas, orientação por parte da GCM, e conscientização feita pela Confederação Brasileira de Skate."

Ontem, o estudante Diego Melo de Santos, de 20 anos, andava de skate com amigos exatamente na frente da base da GCM na praça, logo embaixo de uma das placas de proibição recém-instaladas. "Estamos aqui há um tempão e ninguém falou nada. Acho que as placas são desnecessárias, basta tomar cuidado."

'Não adianta'. Segundo ele, os guardas agem somente quando andam em cima dos bancos. De fato, no domingo, todos os skatistas faziam manobras apenas em corrimões, e nas laterais de canteiros, distantes dos bancos de madeira. O skatista Leonardo de Oliveira, de 25 anos, não havia nem se dado conta de que a sinalização havia sido instalada. "É, segundo a placa, a gente não deveria estar por aqui. Mas não adianta, ninguém respeita mesmo", disse.

Em nota, a Prefeitura afirmou que as placas "têm caráter educativo e de sugestão de uso". Somente após as obras de adaptação e de separação do espaço é que "haverá acompanhamento e fiscalização para garantir o cumprimento do acordo de uso das diferentes áreas".

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