Sítio vai cortar 4,8 mil pinheiros

Decoradora promete plantar eucaliptos no lugar

Diego Zanchetta e Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

29 Maio 2011 | 00h00

O maior corte de árvores autorizado neste ano não tem nada a ver com Marginal, Rodoanel ou qualquer outra mega obra do tipo. Quem recebeu a licença da Prefeitura foi uma decoradora de 61 anos, moradora nos Jardins. Ela promete, nas próximas semanas, cortar cerca de 4,8 mil pinheiros nas florestas do sul da cidade.

O corte, porém, não é para desesperar nenhum ambientalista. A decoradora é dona de um sítio em Parelheiros, no extremo sul da capital, e afirma que precisa retirar as árvores porque a floresta já é velha e grande parte dos pinheiros já está morta. "De uns anos para cá, vários já caíram e estamos com medo de que eles acabem causando algum dano mais grave", diz a senhora, que prefere não se identificar por questões de segurança.

Segundo ela, seu sítio é de propriedade da família desde a década de 1960 e é usado nos fins de semana por seus filhos e amigos. A decoradora conta que relutou bastante até decidir cortar as árvores, apesar da insistência de amigos. "Só resolvi cortar quando a situação ficou insustentável", afirma. Ela conta que o pedido foi protocolado na Prefeitura há mais de dois anos e só agora a autorização saiu.

O corte ainda não foi feito e só deve ser realizado nas próximas semanas. A compensação ambiental exigida foi a plantação de 4,8 mil eucaliptos no mesmo local dos pinheiros que serão retirados. A intenção é que ali vire uma pequena mata de reflorestamento comercial - a madeira do eucalipto é bastante usada para a produção de pasta de celulose, papel e carvão vegetal.

Já os pinheiros, por sua vez, vão acabar sendo transformados em móveis, para subsidiar o corte e o replantio. "Não é o que eu queria, mas foi a opção que tivemos", lamenta a decoradora.

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