Arquivo/Estadão
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Sítio Morrinhos abriga Centro de Arqueologia de São Paulo

Propriedade que deu origem ao nobre Jardim São Bento promove visitas guiadas em que é explicado o trabalho do arqueólogo

O Estado de S. Paulo

01 Outubro 2015 | 19h51

O passeio pelo Sítio Morrinhos tem uma pegada realmente arqueológica. A construção ao estilo bandeirista fica no Jardim São Bento, no distrito da Casa Verde, e foi erguida no começo do século XVIII. Desde 2009, é também a sede do Centro de Arqueologia de São Paulo. 

De certa forma, a ideia de que os primeiros habitantes do planalto foram os jesuítas liderados pelos padres Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, em 1554, é desmitificada. São exibidos itens de até 8 mil anos atrás e contadas histórias de moradores ainda mais antigos. O acervo total de 100 mil objetos leva os visitantes da pré-história paulista aos dias atuais.

O centro foi financiado em uma espécie de compensação judicial. Explica-se: em 2006, o Sítio Lítico do Morumbi (região que havia sido habitada por indígenas e que era um dos principais terrenos arqueológicos de São Paulo) acabou na mão de três imobiliárias que o danificaram na construção de uma obra. O Ministério Público Federal processou as empresas e, pelo estrago, elas foram obrigadas pagar pelas obras de conservação do Morrinhos e a implementação do centro de arqueologia.

O Sítio Morrinhos em si já é uma atração. Sua casa é datada de 1702 e serviu de propriedade rural, nos primórdios do povoado. Foi adquirida posteriormente pelo Mosteiro de São Bento e serviu como espaço de repouso e retiro espiritual para os monges.

Nos anos de 1950 (mais precisamente em 1952), o lugar foi comprado por empreendedores que lotearam o terreno. Esse movimento deu origem ao Jardim São Bento. Os 8 mil metros quadrados do sítio e o prédio, no entanto, foram doados à Prefeitura. Em 1984, eles passaram por uma grande reforma, antes de serem abertos à visitação pela primeira vez. A vocação para centro de arqueologia vem daí, já que nos anos seguintes o local receberia diversas exposições do gênero. Hoje a área de preservação total é de 20 mil metros quadrados.

As visitas ao Sítio Morrinhos e ao Centro de Arqueologia de São Paulo ocorrem de terça a domingo, das 9h às 17h. A entrada é grátis. Nos passeios guiados, é explicado o trabalho do arqueólogo. Muita poeira e diversão, mas nada de chicote e chapéu à moda de Indiana Jones.  

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