Site publicou 'manual' para auxiliar pedófilos

No site havia ainda orientações sobre como abordar crianças para posterior abuso sexual, além da defesa aberta da pedofilia. "Havia até mesmo um manual de aliciamento de crianças", revoltou-se o delegado do Núcleo de Repressão aos Crimes Cibernéticos de Curitiba, Fúlvio Cardinelli Garcia. Em dez anos de atuação na área, esse foi um dos casos mais graves por ele presenciado.

O Estado de S.Paulo

23 Março 2012 | 03h05

Mesmo com as operações policiais, as campanhas de conscientização e até uma CPI no Senado (encerrada em dezembro de 2010), as denúncias de pedofilia não diminuem no País. Pelo contrário, passam de duas por hora. Só nos dois primeiros meses deste ano, foram registradas 66% mais reclamações - foram 3.999 relatos desse gênero na Central Nacional de Denúncias, mantida pela ONG SaferNet. No mesmo período de 2011, houve 2.404 denúncias.

As queixas de pedofilia respondem por mais da metade das denúncias enviadas à Central Nacional - e crescem em um ritmo bem maior. Somente nos dois primeiros meses deste ano, a Central Nacional de Denúncias recebeu cinco queixas por dia de crimes cibernéticos - são 7.353 registros. As denúncias feitas à SaferNet aumentaram 15,4%, em comparação com janeiro e fevereiro do ano passado.

Para combater o abuso infantil na web, uma série de projetos ainda tramita no Congresso Nacional, a maioria de autoria da CPI da Pedofilia. Em maio, o Senado aprovou projeto de lei que autoriza a infiltração de agentes de polícia na internet para investigar crimes de pedofilia. Segue ainda em pauta a criação de um banco de dados online de pedófilos e propostas para tornar mais rígida a legislação penal.

A própria CPI surgiu de uma operação antipedofilia, a Carrossel, deflagrada em dezembro de 2009. Ela investigou suspeitos de 79 outros países e só no Brasil cumpriu 102 mandados de busca e apreensão em 14 Estados. Ao todo, a PF rastreou cerca de 3,8 mil acessos de computadores à internet.

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