Sistema de aluguel de bicicletas no metrô vai voltar

Empréstimos custarão R$ 2 por hora e os primeiros 30 minutos serão gratuitos; estações também terão estacionamento para bikes

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

27 Abril 2013 | 02h05

Desativado desde o fim do ano passado, o serviço de empréstimo e estacionamento de bicicletas no Metrô de São Paulo vai voltar em dez estações, com tarifa de R$ 2 por hora de aluguel - os primeiros 30 minutos são grátis - e oferta mínima de cem bicicletas. Os bicicletários para usuários que já têm bikes também vão voltar - serão gratuitos por 12 horas e terão cobrança de R$ 2 por hora adicional.

A Companhia do Metropolitano divulga hoje no Diário Oficial do Estado os critérios para selecionar empresas interessadas em explorar o serviço.

Quem sai de casa de bicicleta e usa metrô para trabalhar e voltar terá também um mínimo de dez vagas de estacionamento em cada uma das estações da rede. A empresa que oferecer o serviço precisará ter seguro e se responsabilizar por furto, roubo ou dano às bicicletas.

Nesse primeiro credenciamento, o Metrô dá 15 dias de prazo para que empresas interessadas no serviço se inscrevam. Para elas, a vantagem é publicitária: o edital concede permissão para "colocação de logomarcas nos locais e equipamentos, desde que sejam respeitadas as leis municipais de exposição de marcas".

O critério para a seleção das empresas será por ordem de chegada. Recebe o direito de explorar o serviço a empresa que manifestar o interesse antes. Mas, se mais de uma empresa entregar o protocolo de inscrição na mesma data, elas serão escolhidas por sorteio - isso tudo depois de terem sua documentação analisada.

As regras permitem também que as empresas aumentem o espaço dos bicicletários para receber mais veículos do que as dez de limite mínimo.

Retomada. As dez primeiras estações a receber os bicicletários são paradas que já tinham o serviço até o ano passado. São elas: Liberdade, Paraíso e Sé (Linha 1-Azul); Vila Madalena e Tamanduateí (Linha 2-Verde); Brás, Carrão, Corinthians-Itaquera, Guilhermina-Esperança e Santa Cecília (Linha 3-Vermelha). Elas fazem parte de um primeiro lote de oferta do serviço. O edital abre espaço para que as empresas cadastradas concorram também na escolha dos outros lotes. As estações que vão estar nesses outros lotes ainda não foram divulgadas.

A promessa da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos, que controla o Metrô, era de que não só as 17 estações que tinham o serviço voltariam a operar, como o número de estações com bicicletários cresceria.

O edital, no entanto, não deixa claro se bicicletas alugadas de uma empresa em uma estação poderão ser devolvidas em outra parada ou se isso terá de ser feito na mesma estação onde a bicicleta foi retirada.

Parceria. Os bicicletários do Metrô surgiram por meio de uma ONG, que procurou o Metrô em 2008 para oferecer o serviço. Para operar, a empresa tinha patrocínio de uma seguradora, que financiou a compra das bicicletas e a construção dos estacionamentos, em troca da exibição de sua marca.

Entretanto, segundo o Metrô, o contrato entre a ONG e a seguradora foi encerrado e a organização não teve recursos para manter o serviço operando sozinha. Por isso, ele foi encerrado no ano passado.

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