Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Sistema Cantareira chega a 9,5% e completa duas semanas de alta

Nível do principal manancial de São Paulo voltou a subir 0,6 ponto porcentual; os demais reservatórios também cresceram nesta 5ª

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

19 Fevereiro 2015 | 09h36

SÃO PAULO - O nível do Sistema Cantareira, principal manancial de São Paulo, voltou a registrar aumento de 0,6 ponto porcentual, a maior elevação desde o início da crise hídrica, e completou duas semanas de alta nesta quinta-feira, 19. Segundo boletim da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), os reservatórios operam com 9,5% da capacidade, ante 8,9% no dia anterior.

Responsável por abastecer 6,5 milhões de pessoas, o manancial subiu 2,2 pontos porcentuais só nos últimos quatro dias. Além do alto volume de chuva neste mês, outro fator ajuda a explicar as altas consecutivas dos reservatórios que compõem o sistema: a redução de 66% do volume de água retirado do Cantareira pela Sabesp. Há um ano, a captação era de 32,6 mil litros por segundo. Hoje, esse número é de 11 mil litros por segundo.


Nas últimas 24 horas, a pluviometria conferida na região do Cantareira não foi alta, de 3 milímetros. Considerando os outros dias do mês, contudo, o volume acumulado, de 260 milímetros, já é cerca 30,6% maior do que a média histórica de fevereiro, de 199,1 mm.

A última vez em que o Cantareira registrou queda foi no dia 1º de fevereiro, quando desceu de 5,1% para 5%. Comparado ao primeiro dia do ano, quando estava com 7,2%, o volume atual de água represada é 2,3 pontos porcentuais superior e está equiparado ao do dia 23 de novembro, quando também estava com 9,5%.

Apesar das altas seguidas, a situação do Cantareira ainda está longe da normalidade. O atual cálculo da Sabesp para a capacidade do manancial inclui duas cotas do volume morto - água represada abaixo dos túneis de captação. A primeira, de 182,5 bilhões de litros de água, foi adicionada em maio, enquanto a segunda, de 105 bilhões de litros, em outubro.

Outros mananciais. O nível dos outros cinco principais mananciais, responsáveis por abastecer a capital e Grande São Paulo, também registrou aumento no volume acumulado de água.

Em termos proporcionais o Sistema Rio Grande foi quem teve o maior aumento: 1 ponto porcentual. O reservatório opera nesta quinta com 83,9% da capacidade, contra 82,9% na quarta.

O Sistema Alto Tietê também completou duas semanas de alta e subiu 0,9 ponto porcentual. O reservatório está com 17,2%, número que leva em conta 39,4 bilhões de litros do volume morto. No dia anterior, o índice era de 16,3%. Mesmo aumento teve o Alto Cotia, que saltou de 35,3% para 36,2%.

O Sistema Guarapiranga subiu 0,5 ponto porcentual, após ter chovido 7,8 mm sobre a região. O reservatório está com 56,8% da capacidade, ante 56,3% no dia anterior. Já o Rio Claro cresceu 0,2 e registra 34,8% de volume de água.

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