JF Diorio/Estadão
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Agricultura quilombola de SP vira patrimônio imaterial do Brasil

Cultivo do Vale do Ribeira se mantém desde o período colonial; conselho federal também aprovou registro de procissão católica de Santa Catarina como patrimônio cultural

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2018 | 15h39

SÃO PAULO - Foi aprovado nesta quinta-feira, 20, o registro como patrimônio imaterial brasileiro do sistema agrícola das comunidades quilombolas do Vale do Ribeira, no interior de São Paulo. A decisão foi tomada pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural em reunião no Rio de Janeiro. 

O conselho também decidiu pelo registro da Procissão do Senhor dos Passos, de Florianópolis. No dia anterior, foi a vez de reconhecer a litetura de cordel como patrimônio imaterial e, ainda, tombar as 805 peças do acervo Arthur Bispo do Rosário

Ainda nesta quinta-feira, serão avaliados os registros dos terreiros de candomblé Ilê Obá Ogunté Sítio Pai Adão, de Recife, e a Tumba Junsara, de Salvador.

O sistema agrícola paulista é empregado desde o período colonial, especialmente no cultivo de mandioca, milho, feijão e arroz de comunidades instaladas nas margens do Rio Ribeira de Iguape. 

"O plantar e colher estabeleceu as trocas com a natureza, os laços de parentesco e compadrio, a fabricação de materiais para o uso diário, a expressão do divino e as manifestações religiosas, de música e dança, transmitidos entre as sucessivas gerações que ali moraram", diz texto do Ministério da Cultura.

Já Procissão do Senhor dos Passos é realizada pela Igreja Católica há 250 na capital catarinense, atraindo cerca de 60 mil fiéis. O evento dura uma semana e começa sempre 15 dias antes da Páscoa.  

"A celebração é marcada por momentos simbólicos, entre eles a Procissão do Encontro, o ápice ritual que encena a Paixão de Cristo e tem como momento máximo o sermão que marca o encontro entre o Cristo e sua mãe, na quarta estação da Via Crucis. A história da Procissão tem início com a chegada da imagem à cidade, então vila de Nossa Senhora do Desterro, em 1764", diz o Ministério.

 

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