Sírio-Libanês cresce com foco na classe C

Para dobrar a capacidade de atendimento até 2016 em sua sede, na Bela Vista, o hospital ganhou investimento de R$ 1 bilhão

ADRIANA FERRAZ, FABIANA CAMBRICOLI, O Estado de S.Paulo

13 Julho 2014 | 02h01

Cinco anos após iniciar um grandioso plano de expansão, o Hospital Sírio-Libanês, conhecido por atender políticos como o ex-presidente Lula e celebridades como o ator Reynaldo Gianecchini, começa a inaugurar novas alas com quartos e serviços exclusivos, mas de olho em parte da classe C da população.

Com o objetivo de dobrar a capacidade de atendimento até 2016 em sua sede, na Bela Vista, região central de São Paulo, o hospital ganhou investimento de R$ 1 bilhão e três novas torres, que vão elevar o número de leitos da unidade para 727, quase o dobro do existente antes do início da expansão.

"A principal razão para a expansão foi o excesso de demanda por internação, principalmente com o crescimento dos planos de saúde. Costumávamos ter 30 pacientes no pronto-atendimento esperando por um leito. Chegamos ao máximo de 180 pacientes aguardando internação. Agora, com as primeiras inaugurações, já conseguimos acabar com isso", diz Paulo Chapchap, superintendente de estratégia corporativa do hospital. Até agora, já foram abertos três andares de uma das novas torres, em um total de 67 leitos. Outro andar entrará em funcionamento no fim deste mês.

Nos quartos, visitados com exclusividade pelo Estado, foram oferecidos serviços e estrutura até então inexistentes na unidade. Dormitórios com varanda, TV a cabo com sinal em sistema HD e isolamento acústico, quarto exclusivo para obesos com esteiras que podem transportar o paciente e sala de espera com computadores e internet são algumas das novas funcionalidades.

"A questão da proteção acústica foi a maior encomenda da direção do hospital. Usamos materiais que impedem que o barulho passe dos corredores para os quartos e também de um andar para o outro", conta Janaína Prado, coordenadora de projetos do Sírio-Libanês.

Acostumado a atender pacientes ilustres, o hospital também criou novos dormitórios capazes de receber esses pacientes e a estrutura que os acompanha. Os quartos VIP têm área de até 70 metros quadrados, com antessala e dois banheiros (os quartos tradicionais têm 24 metros quadrados). Cada um dos andares das novas torres terá ainda suítes conjugadas. Nos dois casos, a ideia é dar espaço e privacidade para quem queira trazer equipe de segurança ou assessores de imprensa.

Novo público. Embora a expansão aumente o luxo e o conforto para os pacientes, a direção do hospital quer, com o aumento da capacidade, atrair pacientes de planos de saúde que hoje não são aceitos pelo Sírio-Libanês. "Hoje, pela capacidade limitada que temos de receber demanda, atendemos de forma particular os planos de classe A e B+ e, por meio de projetos com o SUS, as classes D e E", explica Paulo Chapchap. "Com a expansão, queremos oferecer esse atendimento para mais gente, mais alguns planos das classes B e C", diz.

De acordo com o superintendente, além de ampliar a estrutura física, a expansão tem ainda como objetivo trazer novas tecnologias ao hospital e ampliar o espaço para pesquisa e ensino. "Só para tecnologias médicas, investimos R$ 100 milhões. Vamos trazer equipamentos novos, como um acelerador linear de radioterapia que não existe em nenhum hospital da América Latina", diz ele.

O centro médico ganhará ainda 14 novos centros cirúrgicos (hoje são 19) e 17 quartos para isolamento respiratório por pressurização.

Chapchap explica ainda que a expansão e o consequente aumento da atividade e do faturamento da instituição vão permitir o aumento dos projetos de ensino e pesquisa e dos programas filantrópicos.

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