Sindicato quer mudar procedimentos

Entidade alega que sistema atual de recolhimento da Prefeitura de SP abre brechas para corrupção

O Estado de S.Paulo

06 Novembro 2013 | 02h07

O Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon) divulgou nota nessa terça-feira, 5, em que pede que a Prefeitura promova mudanças em seus procedimentos para que não a deixe "vulnerável" no que se refere à concessão de Habite-se e ao recolhimento do Imposto sobre Serviços (ISS).

O texto cita quatro mudanças tidas como necessárias pelas empresas do setor para desburocratizar a emissão de licenças para novas construções. Sem essas mudanças, a legislação municipal manteria brechas que permitem a ação de fiscais dispostos à corrupção, como no caso dos quatro fiscais que, segundo o Ministério Público Estadual e a Controladoria-Geral do Município, tinham patrimônio estimado em ao menos R$ 80 milhões obtidos com cobrança de propina.

A primeira medida a ser adotada é justamente deixar de condicionar a quitação do Imposto sobre Serviços para a emissão do Habite-se.

A segunda mudança é considerar devidamente a contabilidade apresentada pela empresa, ou seja, considerar o ISS recolhido durante a obra para não haver necessidade do cálculo final do imposto devido.

A nota pede também que a Prefeitura revogue o decreto que dispõe sobre a pauta fiscal. "Em vez de utilizar o valor dos serviços de mão de obra empregados na construção como base para o cálculo do ISS, a Prefeitura usa um estudo defasado do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, de 1983, que estabelece um valor para a mão de obra a partir da área construída. Ou seja, a aplicação da pauta fiscal não resulta em um valor que leve ao recolhimento justo do tributo", diz o texto.

A última medida pede que a Prefeitura respeite o Código Tributário Nacional, o que não ocorre, segundo a entidade.

"Entre agosto de 2007 e outubro de 2012, o Sinduscon encaminhou à Prefeitura propostas com este teor, que não foram levadas em consideração", diz o texto.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.