Sindicato pede que bancários não tenham chave de cofre

Fenaban determina que gerentes guardem a chave dos cofres das agências; mulher foi feita refém em Osasco

Solange Spigliatti, Central de Notícias,

21 de julho de 2009 | 15h46

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região divulgou nota nesta terça-feira, 21, lamentando a violência sofrida pela gerente de uma agência de Osasco, na Grande São Paulo, e seus familiares nesta manhã. Em nota, o sindicato cobrou o fim da obrigação de os trabalhadores portarem a chave do cofre da agência. Nesta terça, a gerente de uma agência do Banco Itaú foi feita refém por ladrões em Osasco.

 

Segundo a nota do sindicato, a segurança é uma reivindicação permanente dos bancários e é um dos eixos principais da campanha nacional da categoria, deliberada em conferência nacional encerrada no último domingo, 19.

 

Além de questões econômicas, os bancários entregarão nos próximos dias à Federação dos Bancos (Fenaban) a pauta de reivindicações 2009. Entre as reivindicações estão questões como a retomada da Comissão de Segurança, formada por representes de bancários e banqueiros com o objetivo de elaborar um plano com medidas específicas para prevenir assaltos e que visem a segurança, integridade física e psicológica dos trabalhadores.

 

Os bancários também querem que seja extinta a tarefa de transporte e guarda de quaisquer numerários, malotes e de chaves de acesso aos cofres, bem como a guarda de acionadores de alarme, ficando esses serviços sob responsabilidade de empresas especializadas em segurança.

 

As reivindicações também incluem o estabelecimento de medidas reparatórias em decorrência de assaltos e sequestros e indenização por morte ou incapacidade em decorrência de assalto.

Além disso, os bancários exigem mudanças na lei federal nº 7.102/83 que trata da segurança nos estabelecimentos bancários do País. Na semana passada, representantes dos bancários e dos vigilantes entregaram ao ministro da Justiça, Tarso Gero, uma proposta de projeto de lei para atualizar a norma em vigor.

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