Sindicato indica que não tem disposição para negociar

CENÁRIO: Paulo Saldaña

O Estado de S.Paulo

31 Maio 2014 | 04h36

Ao rejeitar a proposta da Prefeitura de dividir em três parcelas a incorporação do abono de 15,38%, a começar pelo ano que vem, o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) indica que não há muita disposição para negociar a pauta de reivindicações da categoria. Assim, dificulta a perspectiva para o fim da greve, que já dura 38 dias.

O Município defende que os 13,43% de reajuste já pagos no ano representam aumento real e não há orçamento para mais aumentos. O Sinpeem, que lidera a greve, argumenta que o índice faz parte de direito já conquistado em 2011 - estava previsto em lei da gestão Gilberto Kassab (PSD). Mas esse mesmo índice é parte de incorporação da antiga gestão, que, na negociação, pôde ser paga três anos depois.

A Prefeitura diz que nunca houve incorporação no ano em que o abono é concedido e vê motivação política na greve. Avaliação ancorada no histórico do presidente do Sinpeem, Claudio Fonseca - ex-vereador pelo PPS, partido de oposição ao PT. Com um ano e cinco meses de governo, já foram duas paralisações.

Apesar do ingrediente político - ou por causa dele -, a greve cresceu muito mais do que a Prefeitura esperava. O que começa a colocar em risco o programa educacional da gestão.

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