Sindicato faz críticas aos 'pontos eletrônicos'

Os "pontos de táxi eletrônicos", como são chamados, também estão causando polêmica no meio tradicional. O presidente do Sindicato dos Taxistas de São Paulo (Sinditaxi), Natalício Bezerra, afirma que o sistema ainda carece de regulamentação.

O Estado de S.Paulo

10 Março 2013 | 02h05

"Qualquer serviço de transporte precisa se adequar à lei, não pode ser feito aleatoriamente. Essas empresas de aplicativos se estabelecem e não procuram os órgãos competentes", diz, admitindo, porém, que a tecnologia veio para ficar. "O problema é que virou uma bagunça, o taxista de cooperativa fica disponível para duas corridas ao mesmo tempo - a da cooperativa e a do aplicativo."

As empresa rebatem e dizem que não oferecem um serviço de transporte de passageiro - apenas permitem o encontro entre taxista e cliente.

"Não há nenhum vínculo com órgãos regulamentadores. Essa reivindicação das empresas e sindicatos de táxi já aconteceu em outros países onde esse tipo de aplicativo é muito usado, como EUA, Alemanha e Grécia. Em todos esses casos, a ação se mostrou sem fundamento", explica Sandro Barretto, gerente de marketing do Taxibeat.

Admitem, porém, que alguns taxistas de frota fazem dupla jornada. "É um profissional tão apto a trabalhar com o serviço quanto qualquer outro. E é vantajoso para os taxistas de frota, que têm grande dificuldade para sobreviver nesse mercado", diz Nathan Ribeiro, da Taximov.

O presidente da Associação das Empresas de Táxi de Frota de São Paulo (Adetax), Ricardo Auriemma, acredita que a regulamentação seria "bem-vinda e bastante positiva". "Como em toda profissão, na de taxista a disciplina, organização e dedicação são os fatores mais importantes para formar a sua carteira de clientes."

Problemas às vezes acontecem. "Uma vez demorou muito e chegou um alerta no meu celular de que o trânsito estava pesado e o taxista iria atrasar", conta a publicitária Isabel Locatelli, que vendeu o carro e hoje só sai de táxi.

"Para jantar, ir para a balada, voltar para casa, chamo por aplicativo. Até cancelei meu cadastro nas cooperativas". / N.C.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.