Sindicato faz críticas a estrutura e segurança

O Sindicato dos Jornalistas do Rio afirmou que a morte do cinegrafista Gelson Domingos da Silva expõe a falta de estrutura e condições de segurança para o trabalho de jornalistas que cobrem a violência no Rio. Segundo Suzana Blass, presidente da entidade, empresas de comunicação têm adiado a adoção de medidas de segurança acordadas em 2002, após a morte do jornalista da TV Globo, Tim Lopes.

ALEXANDRE RODRIGUES , RIO, O Estado de S.Paulo

07 Novembro 2011 | 03h02

A Bandeirantes informou que toma todas as precauções para garantir a segurança dos jornalistas e tem seguros de vida específicos para repórteres expostos a riscos. "O Grupo Bandeirantes se solidariza com a família e está prestando toda a assistência."

O presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Fernando Rodrigues, disse que o episódio reforça a necessidade de empresas e jornalistas se prepararem melhor para essas coberturas, lembrando que a Abraji tem parceria para promover cursos de segurança. Alberto Jacob Filho, presidente da Associação Profissional dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio, disse que "está mais do que provado que os jornalistas precisam se capacitar para esse tipo de cobertura e, quando necessário, se recusar a arriscar a vida."

A Presidência da República divulgou nota de pesar e as associações do setor de TV (Abert e Abra) lamentaram a morte. O governador do Rio, Sérgio Cabral, declarou sua solidariedade aos familiares e companheiros de trabalho do cinegrafista.

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