Sindicato estima que prejuízo em bares varia de 60% a 100%

Estabelecimentos com mesas na calçada são os mais prejudicados, mas até shoppings têm tido queda no faturamento

O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2012 | 03h02

Bares e restaurantes com mesas na calçada foram os estabelecimentos que amargaram o maior prejuízo desde o início da greve policial. Segundo o Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (SHRBS) da Bahia, alguns endereços ficaram completamente vazios no último fim de semana. "Nesse locais, as perdas variaram de 60% a 100%. As pessoas não se sentem mais seguras em ficar nas ruas", diz o presidente da entidade, Silvio Pessoa.

Até os estabelecimentos que funcionam dentro de shoppings registraram prejuízos. Segundo Pessoa, nesse caso, a perda foi da ordem de 30%. A sede da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) na Bahia confirma os dados e calcula que, na média, a arrecadação diária caiu de 50% a 90%.

Já o setor de hotéis teme que as reservas não sejam pagas. "Estamos muito preocupados. O carnaval é o ápice da estação. Funciona como uma espécie de 13.º para o turismo, quando é possível acumular gordura para enfrentar a baixa temporada", diz Pessoa. "Será preciso uma ampla campanha na mídia para recuperarmos a imagem da Bahia", completa.

De acordo com o comandante-geral da PM do Estado, coronel Alfredo Castro, a greve não vai atrapalhar a festa. "Teremos um carnaval tranquilo, como tem sido nos últimos anos, com a Polícia Militar atuando nas ruas."

Segundo o governador Jaques Wagner (PT), não houve nenhuma modificação no planejamento da festa. "Vamos iniciar o transporte dos policiais do interior para a capital, ação que dá início à Operação Carnaval, no dia 14", afirma. "Entre logística e pagamento de adicionais pela atuação na festa, o Estado vai investir R$ 30 milhões." / ADRIANA FERRAZ E T.D.

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