Werther Santana/ Estadão
Werther Santana/ Estadão

Sindicato dos Metroviários adia paralisação para o dia 8

Categoria diz que governo tenta retirar direitos dos trabalhadores; Metrô cita queda de receita acima de 70%

João Prata, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2020 | 21h48

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo adiou a decisão sobre a paralisação do serviço do metrô na capital paulista para o dia 8. Em assembleia com votação online, a maioria optou por postergar a greve que estava marcada para começar nesta quarta-feira, dia 1º. A categoria deverá apresentar uma contraproposta à Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) em audiência  nesta quarta-feira, às 10h, no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2).

"Queremos negociar. Mas não podemos aceitar o ataque aos nossos direitos. Se o governo não quiser a greve, que mantenha nossos direitos. Queremos garantir o transporte para os trabalhadores, por isso vamos propor a liberação das catracas para todos. Que as catracas fiquem abertas. Os metroviários vão estar lá para garantir a movimentação", disse o coordenador do sindicato Wagner Fajardoq por meio de live. 

Durante a tarde de terça-feira trabalhadores e representantes do metrô não entraram em acordo em audiência online. Os metroviários alegam que o governo do Estado está tentando "retirar direitos", como redução do porcentual de pagamento sobre horas extras de 100% para 50%, diminuição do adicional noturno de 50% para 20%, além da extinção de outras gratificações. 

O Metrô informou que enfrenta queda acima de 70% na receita. Citando as reduções de salário implementadas na iniciativa privada, a companhia diz que propõe a manutenção integral dos salários e do emprego de todos os funcionários. Os benefícios, acrescentou o órgão estadual, são "bem mais altos que a média do mercado". 

O Sindicato dos Metroviários colocará em votação no dia 7 a possibilidade de paralisação do serviço do metrô. A assembleia ocorrerá novamente por meio de votação online.

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