Sindicato dos guardas-civis vai à Justiça contra improviso

O Sindicato dos Guardas-Civis Metropolitanos da Cidade de São Paulo (Sindguardas-SP) entrou na terça-feira, primeiro dia da greve, com ação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo contra o emprego de agentes na execução de tarefas de responsabilidade do Serviço Funerário Municipal. Desde o início da paralisação, os guardas receberam determinação de ajudar na condução dos carros que transportam corpos.

Felipe Tau, O Estado de S.Paulo

02 de setembro de 2011 | 00h00

Para o presidente da entidade, Carlos Augusto Sousa Silva, não cabe à Guarda Civil desempenhar esse papel. "Na terça-feira ouvimos os GCMs e eles estavam descontentes com a designação. Seguiram as ordens por temer punição. Entramos na Justiça para que eles recebam salvo-conduto e voltem à sua atividade original."

Na tarde de ontem, uma dupla de GCMs que chegava com um carro no Serviço de Verificação de Óbitos, na zona oeste, mostrava descontentamento. "Recebemos uma ordem de serviço. Ou comparecemos, ou corremos o risco de perder o emprego. Está todo mundo descontente. Quem fala que está satisfeito é da chefia", disse uma guarda.

A maior reclamação foi a necessidade de dirigir o dia todo, carregar caixões pesados e localizar endereços. "Trabalho na zona norte, mas tive de pegar corpos na zona leste. Podiam manter a gente ao menos na mesma região, porque assim o serviço demora." Quem é atendido também reclama. "Quando a família tem carro, ainda é preciso guiar os GCMs para o cemitério, porque eles não sabem chegar. É muito difícil", diz Andréia dos Santos, de 33, uma das vítimas da greve.

De prontidão. Anteontem, a GCM informou que 262 agentes foram direcionados para auxiliar no traslado de corpos e funcionários da administração do Serviço Funerário estavam de prontidão para o caso de algum agente não conseguir cumprir a tarefa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.