Sindicato defende piloto e tripulação que barraram neto de Débora Colker em voo

Criança de 4 anos com doença de pele não contagiosa foi impedida de embarcar em avião da Gol que iria do Rio para Salvador, na segunda-feira

O Estado de S. Paulo

22 de agosto de 2013 | 17h21

SÃO PAULO - O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) emitiu uma nota nesta terça-feira, 22, defendendo o piloto e os comissários da Gol que barraram o embarque do neto de 4 anos da coreógrafa Deborah Colker em um voo entre Salvador e o Rio, na segunda-feira, 19. O menino tem uma doença de pele não contagiosa, chamada epidermólise bolhosa.

No comunicado, o SNA afirma existem diversas doenças infectocontagiosas caracterizadas por lesões cutâneas e que "não cabe ao aeronauta avaliar se há riscos de contágios ou não." O sindicato diz ainda que cumpriu normas regulatórias previstas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pela International Air Transport Association (IATA) e pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Deborah disse durante a semana que se sentiu constrangida e promete acionar judicialmente a companhia após ser barrada no voo com o neto. Sua filha e mãe da criança, Clara Colker, também se manifestou sobre o que ocorreu com Theo em seu perfil no Facebook. "Meu filho foi discriminado, violentado verbalmente. Sofreu preconceito por ter sua pele diferente", afirmou.

A agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou nessa quarta-feira, 21, que vai apurar os procedimentos adotados por piloto e comissários da Gol. Na terça-feira, 20, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também entrou com um ofício para exigir explicações da companhia. A Anac investiga o caso para saber se houve infração ao Código Brasileiro de Aeronáutica (CBAer), que poderá gerar multas de até R$ 10 mil.

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