Sindicato das vans do Rio vai questionar proibição na Justiça

O sindicato das vans do Rio vai contestar na Justiça o decreto do prefeito Eduardo Paes (PMDB) que proíbe a circulação desses veículos e micro-ônibus em onze bairros da zona sul a partir de segunda-feira.

FELIPE WERNECK / RIO, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2013 | 02h01

A medida, anunciada anteontem, vai começar a valer duas semanas após o estupro coletivo de uma turista americana e o espancamento de seu namorado francês em uma van. Os dois embarcaram em Copacabana, na zona sul, e pretendiam seguir para a Lapa, no centro. Depois do crime, Paes também proibiu a circulação de vans com insulfilm nos vidros e fixou multa de R$1.251,48.

As vans são o segundo meio de transporte mais usado pelos cariocas: levam, por dia, cerca de 900 mil pessoas, segundo o sindicato. Os trens e o metrô, em torno de 500 mil cada, e os ônibus, mais de 3 milhões.

Ao todo, cerca de 6 mil vans circulam no Rio oficialmente. Estima-se que haja outras 6 mil piratas. As vans surgiram na década de 1990 como transporte complementar, mas rapidamente superaram os trens e o metrô como opção preferencial de muitos cariocas. "O prefeito está tentando colar o caso do estupro na categoria propositalmente", afirmou o diretor jurídico do sindicato, Guilherme Biserra. "Há uma má vontade sistemática com as vans."

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