Sindicato convoca paralisação contra as mudanças

O Sindicato dos Profissionais em Educação do Ensino Municipal (Sinpeem), o maior da categoria, afirma que a Prefeitura de São Paulo ignorou a opinião dos profissionais da educação na formulação do programa de reestruturação e convoca paralisação para o dia 30.

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2013 | 02h06

O ato está marcado para as 13 horas, na frente da Prefeitura, no centro. A manifestação vai reforçar a paralisação nacional convocada pela Central Única do Trabalhadores (CUT).

"Não podemos, de forma alguma, nos submeter aos argumentos superficiais daqueles que identificam a organização do ensino em ciclos e a progressão continuada como responsáveis pelo fracasso escolar e a baixa qualidade da educação nem aceitar que responsabilizem os profissionais de educação", afirma em nota o presidente do sindicato, Claudio Fonseca. A nota ainda ataca os planos da gestão em manter o sistema de conveniamento das creches.

A Aprofem, outro sindicato da categoria, abriu uma consulta própria sobre as linhas do programa. A ideia, segundo o presidente do órgão, Ismael Nery Palhares Junior, é ouvir os associados e também os professores da rede. "A consulta pública da Prefeitura é muito ampla, daí a iniciativa de fazer uma consulta com os principais responsáveis pela educação da cidade."

Palhares também critica o fato de os professores e sindicatos não terem sido consultados para a construção da proposta. "Para um leitor desatento, parece que não havia vida inteligente no ensino municipal, que não se fazia nada. Isso foi ruim para o profissionais."

Uma das preocupações da categoria, segundo a Aprofem, é garantir a jornada de trabalho dos professores. Como a organização para atribuição de aulas já começa em setembro, com concursos de remoção, há dúvida em relação a quem pretende mudar e ficar sem aula. A Prefeitura afirmou que não haverá redução da jornada.

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