Sinalização de novas faixas tem falhas

Sinalização de novas faixas tem falhas

Motoristas evitaram trechos recém-abertos da Marginal do Tietê e outros perderam acessos e tiveram de andar mais para retornar

, O Estadao de S.Paulo

30 Março 2010 | 00h00

A abertura das novas faixas na Marginal do Tietê reconfigurou o acesso às pontes da via. Mas a sinalização ainda não orienta o motorista de forma clara sobre qual entrada pegar para seguir pelo novo traçado. Resultado: na manhã de ontem, ainda sem conhecer as rotas, motoristas evitaram transitar pelas novas faixas em alguns trechos, que ficaram livres ao lado de congestionamentos na pista local. Outros usuários se confundiram com as entradas e perderam tempo valioso para fazer o retorno.

Em alguns casos, a sinalização da obra não foi retirada após a conclusão e inibe motoristas de entrarem na nova pista. É o que acontece no sentido Ayrton Senna, na região da Ponte do Piqueri, zona norte. Pouco antes do acesso, há uma placa dizendo "trecho em obras" e nenhuma outra indicando a entrada para a nova pista. Coincidência ou não, poucos veículos utilizavam a nova via por meio dessa entrada.

Medo. Esse não foi o único caso e era comum as cenas de pistas congestionadas, ao lado das novas, que fluíam bem e com poucos veículos. "Às vezes, dá medo de entrar numa dessas pistas. Vai que ela não está pronta lá na frente", disse o comerciante João Paulo Dias, de 36 anos. Como ele, muitos outros motoristas tiveram problemas, principalmente por desconhecer as novas entradas.

Era comum na manhã de ontem ver veículos virando em cima da hora ou trafegando por cima de tartarugas. Um ônibus chegou a dar marcha à ré, em plena Marginal.

Os problemas maiores foram para chegar às rodovias na região do Cebolão, zona oeste, e para circular na pista certa destinada a cada acesso. Muita gente que seguia pela expressa precisou retornar muito à frente.

Confusão. No sentido da Rodovia Castelo Branco, a sinalização provisória com placas laranjas se confunde com a antiga. As placas orientam o motorista a ficar à direita e também na pista central (esta sim, a rota correta) para quem quer pegar a Rodovia dos Bandeirantes.

Outro problema é a falta de pintura de faixas na altura do Sambódromo do Anhembi. O motorista que entra na pista local vem de faixas de rolamento diferentes e, quando chega a esse ponto, fica sem referência: a falta de orientação obriga os veículos a reduzirem a velocidade.

No sentido oposto, entre as Pontes do Piqueri e da Freguesia do Ó, ainda na zona norte, as placas orientando a entrada às Pontes do Limão e da Casa Verde estão escondidas atrás de árvores.

Atraso. Além disso, as obras atrasadas que ainda permanecem na Marginal obrigam os motoristas a reduzir a velocidade. Alguns trechos já estão com massa asfáltica, mas cercados por telas de proteção ou cones que avançam sobre as demais pistas.

Em outros, o estágio das obras aponta que, talvez, sejam necessários meses para a efetiva conclusão. É o caso da região da Ponte do Tatuapé, zona leste, no sentido Ayrton Senna, e das Pontes Cruzeiro do Sul, das Bandeiras e Casa Verde, zona norte, na pista para a Castelo Branco.

Segundo a empresa Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), do governo do Estado, as obras vão até maio. Já a sinalização, que também é de responsabilidade da Dersa na Marginal - por meio dos consórcios contratados para realizar a obra -, só deve estar instalada no dia 19.

Apesar da melhoria na fluidez, alguns tradicionais pontos de gargalo da Marginal do Tietê se mantiveram problemáticos. Pela manhã, no sentido Castelo Branco, o trânsito parou, por exemplo, na saída da Rodovia Presidente Dutra e na região da Ponte das Bandeiras.

Os especialistas também criticam. Para eles, as mudanças na Marginal fizeram os gargalos simplesmente mudar de lugar. A Marginal melhoraria; o resto da cidade, não.

Isso foi visível ontem. No sentido da Castelo Branco da Marginal do Tietê, o trânsito fluiu bem até a chegada à Marginal do Pinheiros, quando parou.

No caso específico da Marginal do Pinheiros, o urbanista Benedito Lima de Toledo, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, avalia que a tendência é haver melhora a partir da abertura do Trecho Sul do Rodoanel./ BRUNO RIBEIRO e RENATO MACHADO

estadão.com.br

Fotos. Confira a galeria de imagens da nova Marginal

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