Sinalização das faixas é falha, diz especialista

A sinalização da pista auxiliar da Marginal do Tietê deveria alertar os motoristas sobre onde estão as saídas para a pista local e para as pontes, segundo especialistas em trânsito. Mas não seria suficiente para resolver a falta de interesse dos usuários pela pista auxiliar.

Luísa Alcalde e Tiago Dantas, O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2010 | 00h00

"Esse é um abacaxi que não poderá ser descascado", sentencia o consultor de engenharia de tráfego Sérgio Ejzenberg. "Não faz sentido ter três pistas no mesmo sentido. Convém dividir em duas, uma pista expressa e uma local, em prol da segurança. A divisão em três dobra o número de acessos possíveis e torna a navegação da via um inferno", afirma.

O arquiteto e urbanista João Valente, que projetou a Ponte Octavio Frias de Oliveira, entende que a sinalização deve avisar o motorista sobre a entrada das próximas pontes. "O modelo propôs uma grande alternância entre as pistas de difícil compreensão imediata", afirma.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que, após a inauguração da pista central, houve "uma melhora de 58% na fluidez" na Marginal do Tietê. Ainda segundo a CET, a "lentidão média registrada nos horários de pico de janeiro a outubro é de 99,3 km - a mais baixa registrada desde 2007, que era de 104,3 km".

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