Sinais pintados por ativistas aumentam a segurança?

Debate

, O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2010 | 00h00

Thiago Benicchio

Sim Ainda que a pintura de sinalização ajude a aumentar pontualmente a segurança de pedestres e ciclistas, a maior contribuição desse tipo de iniciativa é ampliar o debate sobre mobilidade urbana. A ação dos ativistas denuncia a inação do poder público frente às prioridades estabelecidas pelo Código de Trânsito e explicita a brutal desigualdade na alocação de espaço e recursos para os diversos modos de transporte.

Enquanto o eterno paliativo das obras viárias caríssimas continua sendo o anestésico para o uso irracional do automóvel, os cidadãos-pintores mostram que estimular o respeito à vida e o compartilhamento das ruas com segurança pode ser simples, barato e efetivo para desatar muitos nós urbanos.

É DIRETOR GERAL DA CICLOCIDADE ? ASSOCIAÇÃO DOS CICLISTAS URBANOS DE SÃO PAULO

Elmir Germani

Não A pintura de sinais de trânsito por conta própria traz muito mais insegurança do que segurança. O órgão encarregado da sinalização é a CET, que conhece o assunto e tem corpo técnico qualificado para estudar o local em que a sinalização será colocada ? e fazê-lo de maneira correta.

Respeito os ativistas e apoio o uso da bicicleta. No entanto, pinturas não autorizadas podem trazer riscos para pedestres e ciclistas que, acreditando que os sinais foram feitos pela autoridade competente, utilizam as vias como se fossem seguras quando, na verdade, não são. O ativista pode fazer passeatas para defender o que pensa, mas não colocar vidas em risco.

É DIRETOR DA TTC ENGENHARIA, EMPRESA ESPECIALIZADA EM TRÁFEGO, E EX-DIRETOR DA CET

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