Sinais de desordem turbinam sensação de insegurança

O Rio Grande do Sul é o Estado onde a população se sente mais segura entre nove analisados na pesquisa de vitimização. Ao mesmo tempo, 7,1% dos gaúchos já foram roubados ou furtados, o que os coloca na quarta posição do ranking. Essa disparidade mostra que a sensação de segurança não está relacionada às taxas criminais. O cientista político Túlio Kahn explica que o ideal é haver um equilíbrio entre sensação e realidade. Uma população com medo em excesso, afinal, evita sair às ruas e pode até esfriar a economia local. Por outro lado, caso se sinta segura em lugares perigosos, não toma as precauções necessárias e se torna presa fácil dos ladrões.

Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

16 Dezembro 2010 | 00h00

Estudos internacionais também mostram que a sensação de insegurança aumenta em ambientes com sinais de desordem - lixo na rua, pichação, terrenos baldios, ambulantes, etc. Já a presença de policiais ou bases comunitárias, viaturas circulando com os faróis ligados durante à noite, são medidas que podem atuar no sentido inverso.

O sociólogo Claudio Beato explica que Minas Gerais apostou em uma frente alternativa. Lançou mão de campanhas institucionais para informar os desavisados. As mulheres da metrópole, por exemplo, que tinham mais medo e não eram vítimas preferenciais dos ladrões, foram informadas dos dados pelo rádio. Os mineiros agora ficam em segundo entre os que se sentem mais seguros.

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