Show destrói portões do Parque da Independência

Problema ocorreu após apresentação da banda escocesa Franz Ferdinand, quando caminhões entraram para retirar estrutura utilizada no dia 27

ADRIANA FERRAZ, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2012 | 03h05

Quebrados desde a apresentação da banda escocesa Franz Ferdinand, no dia 27 de maio, os portões do Parque da Independência, no Ipiranga, zona sul da capital, ainda esperam por conserto. Algumas portas estão escoradas por pedras, pedaços de ferro e madeira e até cavaletes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que improvisa a sinalização para proibir a entrada de veículos não autorizados no local.

Mesmo sem atingir a lotação estimada de 18 mil pessoas, a 16.ª edição do Festival Cultura Inglesa foi marcada por confusão na entrada principal. A Polícia Militar chegou a usar bombas de efeito moral para controlar o público que tentava furar a longa fila formada ao redor da Praça do Monumento.

Segundo frequentadores do parque, o problema não ocorreu durante o show, mas depois dele, quando caminhões entraram na área para retirar a estrutura utilizada para a montagem do palco e organização do público. Eles reclamam que agora os portões estão de "muleta", sem previsão de conserto.

A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, responsável pela administração do parque, informou, por meio de nota, que logo após a realização do show a empresa responsável pela organização foi acionada para providenciar os reparos.

"O termo de responsabilidade assinado pelos responsáveis para a viabilização do evento estabelece que qualquer problema ocorrido no parque decorrente da realização do show será resolvido pela empresa promotora, inclusive eventuais danos ao patrimônio, como é o caso."

A organização do festival afirmou que está ciente das avarias ocorridas no portão 28 durante a desmontagem dos shows e disse que já tem uma visita técnica agendada ao parque no dia 12 de junho, na qual serão feitos os estudos e tiradas as medidas para a realização dos reparos.

Investigação. O "empréstimo" de áreas públicas para eventos grátis, porém particulares, é investigado pela Promotoria de Habitação e Urbanismo, que quer reduzir os danos ao patrimônio e as constantes intervenções no tráfego de São Paulo.

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