Ernesto Rodrigues/AE
Ernesto Rodrigues/AE

Shopping Center Norte tem até domingo para conter vazamentos

Hipótese de interdição não está descartada pelo governo caso medidas não sejam acatadas

Diego Zanchetta e Felipe Frazão, O Estado de S. Paulo

19 de setembro de 2011 | 19h21

Expira no dia 25, domingo, o prazo para o Shopping Center Norte apresentar à Prefeitura de São Paulo um laudo técnico que ateste a contenção do gás metano que vazou para a área de suas lojas, segundo a Cetesb. Neste momento o prefeito Gilberto Kassab (PSD) e um grupo de secretários e técnicos do governo municipal estão reunidos para decidir qual medida de intervenção será tomada caso o empreendimento não implemente um sistema de ventilação e de drenagem do gás até o final de semana.

Não está descartada uma eventual interdição no espaço por onde passam 800 mil pessoas aos finais de semana - incluindo Lar Center, Expo Center Norte e Novotel. A Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente e a pasta de Controle Urbano solicitaram ao shopping, no final de agosto, um relatório com medições de gases. Se o documento não for apresentado até domingo, o primeiro passo do governo é a aplicação de multa. A segunda pode ser a lacração do shopping.

Nesta segunda-feira, 19, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) também começou a aplicar multa diária de R$ 17.450 ao Shopping Center Norte. Na sexta-feira o empreendimento, construído sobre um antigo lixão da Vila Maria, na zona norte, foi classificado como "área contaminada crítica". Segundo o órgão estadual, existe o risco de explosão na área onde estão as 311 lojas do espaço.

O shopping não atendeu exigência da Cetesb para implementar um sistema emergencial de drenagem dos gases localizados no subsolo. A medida é considera fundamental para afastar o risco de explosão. Nos dias 17, 21 e 22 de julho técnicos da companhia detectaram gás metano na área das lojas, em índice que superou 5% da composição do ar - ou seja, com risco de inflamabilidade. O órgão pediu então medidas urgentes ao shopping, como a ventilação de espaços fechados - caso das galerias de telefonia e de esgoto e dos depósitos das lojas.

Passados mais de dois meses, nenhuma medida foi tomada pelo shopping, segundo a Cetesb. "Existe o risco de explosão, se houver uma faísca", afirmou na sexta-feira Geraldo do Amaral Filho, diretor de controle e licenciamento ambiental do órgão. O gás metano teria vazado para as lojas por meio de trincas no piso do shopping e de tubulações das galerias de telefonia e de esgoto, ainda de acordo com a Cetesb.

Acionada pela Cetesb, a Prefeitura informou ontem que também já havia exigido um plano de contenção de gases ao shopping no dia 25 de agosto. O prazo para o empreendimento apresentar o documento expira no domingo.

Kassab (PSD) também deve publicar na terça-feira portaria para constituir um grupo de trabalho que ficará responsável por acompanhar o processo de descontaminação da área.

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