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Sexo, cães e gatos!

Casais britânicos que vivem relações estáveis fizeram menos sexo em 2014 do que em 2013, segundo pesquisa divulgada na semana passada no Reino Unido - 41% dos cerca de 2.800 entrevistados que estão em um relacionamento há pelo menos dois anos revelaram que a vida sexual anda lenta.

Jairo Bouer, O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2014 | 02h00

As principais razões da perda de ritmo, segundo enquete realizada pelo portal VoucherCodesPro e publicada em jornais e sites ingleses como Daily Mail, Metro e HuffPost, foram as preocupações financeiras, seguidas pelas longas horas dedicadas ao trabalho. Os casais britânicos estão fazendo sexo, em média, duas vezes por semana. As demais causas da redução seriam, em ordem decrescente, dividir a cama com um animal de estimação (acredite se quiser!), vida social muito intensa e brigas por questões de insegurança.

De outro lado, quase 60% dos entrevistados disseram que se sentem mais felizes nos relacionamentos quando o sexo é mais frequente e 40% revelaram que falta de sexo traz a preocupação de que os parceiros estejam se afastando. Segundo os participantes, mudanças no estilo de vida, garantindo mais tempo juntos e menos estresse, seriam bem-vindas para a vida sexual.

Em 2013, uma grande pesquisa inglesa (Pesquisa Nacional de Atitudes Sexuais e Estilo de Vida - Natsal), que entrevistou mais de 15 mil pessoas, já revelava uma diminuição do sexo entre os britânicos na década. Em média, a população de 16 a 45 anos estava fazendo sexo cinco vezes por mês. Levantamentos anteriores, feitos dez e 20 anos antes, mostravam uma frequência de atividade sexual 20% maior.

Na ocasião os especialistas afirmaram que a diminuição no ritmo tinha relação com a crise econômica que o país enfrentou na década passada e às tentações tecnológicas da vida moderna. Cada vez mais gente trazia tarefas para casa e as redes sociais estavam sendo acessadas dentro do próprio quarto.

Ainda nesse campo da tecnologia na intimidade dos casais, outra curiosa pesquisa do mesmo período apontava que 62% das mulheres e 48% dos homens já tinham dado uma checada em seu celular durante o sexo (para atender chamada, ler ou responder mensagem de texto e até compor um e-mail). Nada mais desanimador!

Boas novas. Mas não foram apenas notícias tristes que o tema sexo trouxe. Bill Gates disse em Nova Délhi, na quinta-feira, que preservativos feitos com material ultrafino (grafeno) estão muito próximos. Segundo matéria da agência de notícias AFP, as novas camisinhas, que estão sendo desenvolvidas pela Universidade de Manchester, no Reino Unido, a partir de uma doação de US$ 100 mil da Fundação Bill & Melinda Gates, devem melhorar o prazer e ajudar no controle do crescimento populacional.

Além disso, uma nova droga que bloqueia a ação da oxitocina, conhecida como o hormônio do amor, pode ter uma atividade importante no controle da ejaculação precoce. O novo medicamento, que começou a ser testado em homens australianos neste mês, vai ter sua avaliação final daqui a um ano. Testes iniciais, realizados em animais, publicados no British Journal of Pharmacology, mostraram um prolongamento no tempo de ejaculação.

Pets na cama. Coincidência ou não, outra enquete divulgada na semana passada, também publicada no site do jornal Daily Mail, realizada por uma empresa inglesa de colchões, mostrou que mais da metade de mil proprietários de animais de estimação perdem regularmente uma hora e meia de sono por causa de seus cães e gatos.

Latidos, miados, lambidas, barulho dos animais se coçando ou a tentativa de "invasão" do quarto e da cama foram as principais causas de impacto no sono e aumento de estresse dos entrevistados.

Nada contra os pobres animais! Até porque sou um suspeito proprietário de dois bem mimados. Mas lugar de cachorro e gato, à noite, principalmente quando você dorme com sua cara-metade, deve ser bem longe do quarto, não?

É PSIQUIATRA

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