Seus Direitos

SAMSUNG

O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2012 | 02h00

'Enrolação' na autorizada

Em janeiro de 2012 a empresa em que trabalho adquiriu uma multifuncional da Samsung (impressora, scanner, fax e copiadora). Em junho, no entanto, o equipamento simplesmente parou de imprimir e copiar documentos, acendendo uma luz vermelha no painel. Levei o aparelho à assistência técnica no dia 13/6 e o retirei em 25/6. Soube que a placa-mãe foi trocada. Pois bem, no fim de agosto as impressões e as cópias começaram a perder qualidade, deixando os documentos praticamente ilegíveis. Novamente, levei o equipamento à assistência, mas o técnico apenas disse que o toner estava baixo e se negou a analisá-lo. Liguei na Samsung para reclamar e disseram que não podiam fazer nada. Em 30/10 levei a multifuncional a outra assistência técnica, onde trocaram os toners, a placa-mãe e o rolo de transferência. Como o problema persistiu, solicitei outras peças para uma nova tentativa. Como não recebi nenhum contato, liguei novamente e a assistência informou que não recebera as peças. Mais alguns dias e o técnico disse que aguardava uma posição da Samsung sobre o aparelho. Em 22/11 fui até a assistência cobrar providências e o técnico afirmou que não sabia mais o que fazer, pois ainda esperava resposta da Samsung para saber se trocaria ou não o equipamento. A multifuncional está há mais de 27 dias na assistência técnica!

MÁRCIO BARBOSA DA SILVA

/ SÃO PAULO

A Samsung informa que fez uma proposta ao leitor, que aceitou o acordo e está ciente dos prazos.

O leitor reclama: Depois de tudo isso, uma simples troca levará mais de 40 dias!

Análise: Não adianta a marca ser famosa e a assistência técnica ser um show de enrolação do consumidor, como ocorreu nesse caso. Aliás, a qualidade da assistência técnica deve passar a ser um dos critérios para a escolha da marca na hora da compra. O fato é que, em apenas seis meses, a impressora faz-tudo virou um enorme tormento para o consumidor, que há muito tempo se vê privado do uso do produto. O caso, a essa altura, é de troca imediata do equipamento ou devolução do valor da compra devidamente corrigido. Como tais medidas não chegam a reparar todos os transtornos causados, o melhor mesmo seria que a Samsung acordasse para seu descaso com o cliente, e o convidasse para uma solução conciliatória condizente com a devida compensação do mal causado a quem um dia confiou no prestígio da marca famosa.

Josué Rios é advogado

TELEFÔNICA/VIVO

Débitos irregulares

Tenho um celular Vivo e uso o débito automático para pagamento. Porém, verifiquei duas irregularidades. A primeira foi que a operadora inseriu o serviço de internet no valor mensal de R$ 24,90 sem eu ter solicitado. Como só percebi recentemente, paguei durante meses sem saber. Outra questão é a cobrança indevida de ligações. O meu plano é o Vivo 60, que me dá direito a 300 minutos para ligações a um número "favorito" da mesma operadora. Na minha última conta, veio uma cobrança no valor de R$ 420,38, sem nenhuma ligação para o meu número favorito, que é o número que mais utilizo. Reclamei e fui informada de que era necessário solicitar a conta detalhada. Fiz isso, mas até hoje não recebi esse documento.

CRISLEY GUBITOSO / SÃO PAULO

A Telefônica/Vivo informa que, após análise no sistema, identificou que, em 15/10, foi cancelado o pacote de internet de 100 MB da linha da leitora e, na mesma data, foi contestado o valor de R$ 49,80 na fatura do mês 10/12. Em relação à cobrança de excedente na fatura do mês 9/12, constatou uma falha sistêmica, que já foi normalizada na fatura do mês de outubro. Desta forma, efetuou a contestação como crédito em conta futura, no valor de R$ 237,37.

A leitora desmente: Recebi a conta detalhada do mês 10/12 e o crédito que a Vivo concedeu foi de apenas R$ 138,85 e não de R$ 237,37, conforme o combinado. Ainda aguardo a conta detalhada de setembro, em que deve constar o crédito do serviço de internet que jamais solicitei.

Análise: Apesar de, segundo o Procon-SP, a Telefônica/Vivo ter apresentado melhoras quanto às reclamações de clientes, tendo em vista esforços de algumas áreas da empresa, como a Ouvidoria, ainda é lamentável a existência de situações de venda sem solicitação. O Código de Defesa do Consumidor é claro quanto à proibição desse tipo de venda, categorizada como prática infrativa. Além disso, a cobrança indevida de um produto inicialmente ofertado e contratado poderia gerar a devolução em dobro e atualizada dos valores debitados. Felizmente, houve a regularização dos valores. Caso ainda haja pendências ou não ocorra a devolução dos valores restantes, recomendo o registro da reclamação na Ouvidoria da Vivo e, se não houver solução definitiva, que faça uma denúncia na Anatel e no Procon.

Fábio Lopes Soares é advogado, consultor e professor

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.