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PREVENT SENIOR

, O Estado de S.Paulo

14 de agosto de 2011 | 00h00

Falta de estrutura

Minha mãe, Maria Eunice Souza dos Reis, de 60 anos, possui convênio com a Prevent Senior há 1 ano. O problema é que preciso marcar um exame chamado teste de broncoprovocação e não consigo. Em 19/5 liguei ao Hospital Maggiori e só havia consulta para 17/6. Em 11/6 transferiram a consulta para 24/6. A justificativa foi de que não havia profissional nesse dia. Mas a atendente da Prevent Senior disse que no sistema não constava falta de profissional. Liguei ao hospital e soube que só havia agenda para agosto e que era para eu entrar em contato com a central, pois outros locais realizavam o exame. Mas pelo convênio soube que ele só era feito nesse hospital. Expliquei a situação da desmarcação frequente do exame e o atendente pediu para eu aguardar. Até o dia 29/6 não recebi retorno e não posso esperar mais, pois minha mãe sofre fortes crises de falta de ar, a ponto de perder os sentidos, como se fosse parada cardiorrespiratória. Ela já teve três crises e sofre de diabetes, pressão e colesterol altos.

HIGINO N. REIS JUNIOR / SÃO PAULO

A Prevent Senior esclarece que a Central de Atendimento não marca consultas e/ou exames, apenas fornece informações de contatos de prestadores credenciados. Diante das peculiaridades apresentadas, a operadora auxiliou o sr. Reis na marcação do procedimento, realizado em 15/7.

O leitor diz: Minha mãe foi atendida, e muito bem, no dia 13/7. O problema foi a dificuldade para marcar o exame, que só consegui graças ao jornal.

Análise: Dificuldades semelhantes às enfrentadas pela mãe do leitor tendem a diminuir a partir de setembro, quando entrará em vigor a Resolução 259 de 20/6/2011, editada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). De acordo com a determinação, as empresas de assistência médica privada terão o prazo de 10 dias para autorizar e viabilizar a realização de exames. Mas a fixação de prazos máximos de espera para atendimento não resolve o problema em sua totalidade, pois é necessário que as operadoras invistam na ampliação das redes credenciadas, de forma que existam prestadores de serviços em quantidade suficiente para atender os usuários que pagam pelo convênio. E, independentemente de a regra da ANS estar ou não em vigor, o correto é que os consumidores tenham acesso aos serviços contratados de acordo com as suas necessidades. No caso em análise, se não tivesse havido a realização do exame até este momento, a mãe do leitor poderia tê-lo realizado de forma particular e, depois, exigido do plano de saúde o reembolso integral das despesas. Se a empresa não tem estrutura suficiente para atender os consumidores, deveria ser proibida de comercializar novos planos.

Julius Conforti, advogado, membro do American Health Lawyers

SEGURADORA MAPFRE

Furto de notebook

Acionei a garantia estendida da seguradora Mapfre, em 22/7, pedindo o reparo do meu notebook Macbook Pro. Passei todas as informações solicitadas sobre o equipamento e recebi um protocolo conhecido como "senha", para ser transmitida à assistência técnica Thomaz Edson. A atendente me orientou a ligar à assistência e fornecer a senha. Apesar de não ter entrado em contato, recebi duas ligações no dia seguinte de um suposto representante da Thomaz Edson. Ele confirmou meus dados e, por isso, autorizei a retirada do equipamento em 25/7. Nesse dia, uma pessoa, que se identificou como funcionário da Mapfre, confirmou todas as informações e levou o aparelho. Logo em seguida, entrei em contato com a Mapfre e a atendente disse que se tratava de um estelionatário que conseguia as informações dos clientes da empresa de forma desconhecida. Liguei para a assistência Thomaz Edson e a funcionária afirmou que não recebera nenhum equipamento. Soube que nenhuma das empresas retira notebooks da casa dos clientes. Abri um Boletim de Ocorrência e, no mesmo dia, enviei cópias à empresa, mas não obtive retorno.

FILIPE CAMPOI / SÃO PAULO

A Mapfre Seguros esclarece que entrou em contato com o cliente para informar que ele receberá indenização referente ao valor do equipamento. Ressalta que está apurando o ocorrido e tomará as medidas cabíveis para que eventos como esse não se repitam.

O leitor confirma: O problema foi solucionado. Só não sei como todos os funcionários têm acesso aos dados do cliente. Minhas informações foram roubadas e estou inseguro, já que agora os golpistas sabem onde eu moro e o que tenho.

Análise: A seguradora está obrigada a indenizar o consumidor, uma vez que o dano resultou de insegurança e risco próprio gerado pelo sistema estabelecido pela Mapfre para o encaminhamento do equipamento à sua assistência técnica. A situação lembra o sério problema de insegurança no sistema bancário, que permite a ação de criminosos virtuais, que se utilizam de falhas no sistema para lesar os consumidores. Os danos resultantes dos sistemas e procedimentos criados e operados pelo fornecedor de serviço são de responsabilidade deste - responsabilidade objetiva. O consumidor tem direito à qualidade e segurança na prestação do serviço.

Josué Rios, advogado, é colunista do Jornal da Tarde

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