Seus direitos

ACIDENTE GRAVE

, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2010 | 00h00

Sem indenização

Sou segurado da Bradesco Seguros há vários anos. No dia 8/10/2009 meu caminhão se envolveu num acidente: o motorista, ao perder o controle do veículo carregado, fez todo o possível para evitar uma tragédia, segurando-o na marcha e no freio, colidindo com um barranco. O veículo foi guinchado para a Concessionária Freire Caminhões de Assis-SP. Em 9/10/2009, o perito fez uma vistoria e verificou avarias no motor do caminhão, informando ao gerente da concessionária que mandaria um e-mail autorizando a desmontagem do motor do veículo e que iria acompanhar e fotografar o serviço. Mas isso foi feito apenas em 16/10. Ele disse que outro funcionário da seguradora iria vistoriar o procedimento. Depois dessa vistoria, recebi resposta negativa do seguro, alegando falta de manutenção do caminhão. Achei um absurdo, já que ele não tinha nem 1 ano de uso, rodou menos de 100 mil quilômetros e passou por todas as revisões dentro dos prazos, na concessionária Volkswagen. Enviei um pedido de reconsideração anexando todas as cópias das notas fiscais de manutenção feitas no veículo, um laudo da concessionária e um Boletim de Ocorrência. Os danos causados ao motor não foram provocados por desgaste natural ou por uma suposta falta de manutenção, mas por causa do acidente! A Bradesco Seguros manteve a negativa. Não tenho condições de consertá-lo. Paguei o seguro com dificuldade e, no momento em que mais precisei dele, fui abandonado e, no meu ponto de vista, acusado de fraudador, já que a indenização foi negada.

NABOR FERNANDES DE PAULA / SÃO PAULO

A Bradesco Auto/RE informa

que os danos apresentados

pelo motor do veículo não são decorrentes de nenhum dos

riscos cobertos na apólice em questão, motivo pelo qual não foram indenizados.

O leitor contesta: Fiquei ofendido com a resposta da seguradora. Um funcionário da seguradora me ligou e tentou explicar que os danos causados ao motor ocorreram antes da colisão - o que não é verdade. Isso é contra o laudo técnico da concessionária, que informa que o sensor do motor quebrou após a colisão e o motor continuou disparado.

Análise: O consumidor deve verificar se realmente a apólice exclui essa cobertura. Caso contrário, a Bradesco Seguros deve arcar com o conserto do caminhão. Afinal, foi comprovado por laudo técnico que o dano foi decorrente da colisão. Se houver amparo da apólice, o consumidor deve recorrer à Justiça onde, mediante perícia, poderá ser resolvida a pendência.

Tatiana Viola de Queiroz é advogada da Associação Brasileira de

Defesa do Consumidor (Pro Teste).

SOLUÇÃO DEMORADA

Problemas com celular

Em 11/2, enviei meu celular modelo GT-I6220, comprado em setembro de 2009, à Samsung. Entrei em contato com o SAC e fui orientada a enviá-lo por postagem, pois não há assistência técnica em São Carlos. Resolveram o problema, mas o aparelho apresentou outro defeito. Liguei para a empresa e pediram para que eu o enviasse novamente pelos Correios. Cada vez que eu ligo no SAC, eles abrem um novo número de protocolo. O último foi em 13/5. Como se passaram 30 dias, a Samsung teria de me dar outro celular ou me ressarcir, por isso foi aberto outro protocolo. Porém, ao telefonar para o SAC, eles dizem que o processo está em análise e que em no máximo 5 dias eles entrarão em contato comigo, mas até hoje nada foi feito.

CAROLINA DAGNONE / SÃO CARLOS

A Samsung Eletrônica da Amazônia informa que foi formalizado um acordo de ressarcimento no valor da nota fiscal, corrigido

monetariamente. Acrescenta que a cliente está ciente dos prazos para efetivação do depósito.

Análise: Aparelho de celular

é considerado produto essencial, pois é um dos meios que possibilitam o acesso ao serviço de telefonia móvel. Sendo assim, o Procon-SP entende que, nos casos de problemas com a qualidade desse produto, o consumidor pode exigir, de forma imediata e conforme sua escolha, a substituição do produto, a restituição dos valores pagos ou o abatimento do preço - opções previstas no artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor (CDC). A opção escolhida deve ser acatada pelo fornecedor e atendida prontamente. O consumidor não está obrigado a aguardar até 30 dias para que seja efetivado o conserto do aparelho.

Valéria Cunha é assistente da

Diretoria de Atendimento do

Procon-SP

Fique atento: O consumidor não é obrigado a pagar por serviços ou produtos que não solicitou. A distribuição de amostra grátis é uma forma adotada por alguns fornecedores para o consumidor conhecer o produto ou o serviço que comercializa para divulgá-los. Segundo o CDC, todos os produtos enviados ou os serviços prestados sem solicitação prévia são considerados amostra grátis e, portanto, não podem ser cobrados. Fonte: Idec

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.