Seu corpo está pronto para o horário de verão?

Médicos dizem que adaptação leva de uma a duas semanas; principal dica é trocar bebidas estimulantes, como chás e café, por leite quente

PEDRO PROENÇA, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2012 | 08h38

À zero hora deste domingo, começa o horário de verão nas Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Tocantins. Como ocorre todo ano, há aqueles que não gostam da ideia de perder uma hora de sono. A boa notícia, porém, é que os transtornos podem ser atenuados com pequenas mudanças na alimentação e no horário de ir dormir.

De acordo com Luciano Capelli, fisiologista do Centro de Medicina da Atividade Física da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o corpo leva de uma a duas semanas para se adaptar à nova rotina. "Algumas pessoas sofrem mais, outras menos. O ideal é tentar condicionar o corpo a dormir um pouco mais cedo", explica Capelli.

Uma outra dica do médico que pode ajudar na adaptação do organismo ao novo horário é evitar o consumo de alimentos e bebidas que contenham substâncias estimulantes, como café, chás com cafeína (como o preto) e chocolate, entre outros.

"À noite, para ajudar a dormir, a pessoa pode tomar um copo de leite quente, que tem tripotano, um aminoácido que ajuda a relaxar a musculatura, ou chás sem cafeína (como camomila e erva cidreira)", diz Capelli.

Nova rotina. O horário de verão altera o dia a dia de muitas pessoas. O professor de Educação Física Rodrigo Lobo, de 29 anos, proprietário da Lobo Assessoria Esportiva, que atua no ABC paulista, diz que há uma redução no número de alunos nos treinos de corrida e ciclismo. "Não sei precisar quantas pessoas faltam, mas nos primeiros dias há uma queda."

O advogado Sidnei Farina, aluno de Lobo, é um desses atletas que têm dificuldade de se adaptar. "Nunca gostei de acordar cedo. Você fica mais sonolento, menos disposto. Nessa fase de adaptação do corpo, tenho dificuldade para levantar", diz Farina.

O engenheiro Matheus Hidalgo, por sua vez, prefere aproveitar a hora extra de claridade para se exercitar em espaços abertos. "Como o sol se põe mais tarde, isso me permite correr na rua mais tarde."

Ajuste. Outra pessoa que tem a rotina afetada, ao menos por um dia, pelo horário de verão é o relojoeiro Augusto Fiorelli, de 52 anos. Ele é responsável pela manutenção dos 12 relógios públicos de São Paulo, como os das Faculdades de Direito e Medicina da Universidade de São Paulo, da Estação da Luz e da Praça da Sé. No domingo, dia da mudança, ele terá de adiantar os ponteiros das horas.

"É um processo mecânico. Lá em cima, não demora tanto, cerca de 10 a 15 minutos. O que leva tempo é para subir as escadas", diz Fiorelli.

Os trabalhadores noturnos também terão a rotina alterada, pelo menos por um dia, na virada do horário de verão. O pub O'Malley's, por exemplo, fechará, como em todos os sábados, às 5 horas, o que garantirá uma hora a menos de trabalho aos funcionários. Outros bares vão prolongar o expediente, como o Prainha, na região da Avenida Paulista, que fechará entre 2h e 2h30 em vez de 1h30.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.