Setor colabora, mas segurança é papel do Estado

Cenário: Jun Sakamoto

É CHEF, PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE RESTAURANTES (ANR), O Estado de S.Paulo

14 Abril 2012 | 03h04

A questão da segurança ocupa lugar de destaque entre os temas relevantes que envolvem bares e restaurantes, desde o ano passado, quando vários estabelecimentos tornaram-se alvo de arrastões, especialmente na cidade de São Paulo.

Conscientes da importância do assunto, nós, da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), temos trabalhado em busca de soluções com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo. A ANR vai reunir associados para encontros com o comando da PM paulista para troca de informações e criação de um plano efetivo de combate.

Temerosos e cientes da urgência que o problema exige, muitos empresários do setor decidiram reforçar por conta própria a segurança de seus empreendimentos - pelo menos 45% deles, segundo levantamento de abril de 2011 com nossos associados.

Neste ano, frente às novas ocorrências, voltamos a solicitar reforço policial à SSP. Apresentamos sugestões para ajudar na prevenção aos assaltos e fomos convidados a auxiliar no desenvolvimento de um Plano de Ação junto com a PM.

Nossa intenção é trabalhar em parceria com o poder público para impedir a incidência de novos arrastões. O objetivo principal é garantir a segurança dos nossos clientes e funcionários, além de proteger um dos setores que mais empregam no Brasil e que, no caso de São Paulo, representa ainda um verdadeiro patrimônio da cidade.

A ANR está convicta de que seus associados fizeram e ainda fazem tudo o que está ao seu alcance para que os clientes possam frequentar os restaurantes e desfrutar de excelentes momentos, sejam eles encontros de negócios ou happy hours ao lado de familiares e amigos.

No entanto, é preciso deixar claro que segurança é papel do Estado. Chegamos ao nosso limite. Cabe ao poder público a execução de ações que garantam efetivamente a segurança dos consumidores e do setor.

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