Sete trens do Metrô têm 696 falhas em 1 mês

Uma frota de sete trens reformados do Metrô de São Paulo apresentou, em um mês, 696 ocorrências técnicas, segundo dados do sistema divulgados ontem pela Rádio CBN. Só uma das composições respondeu por 360 do total de casos no período. Informações obtidas pelo Estado com funcionários da empresa revelam ainda que outra teve 200 registros em 15 dias. Além disso, desde janeiro, o sistema registrou 111 "incidentes notáveis", atrapalhando o deslocamento dos usuários dez vezes por mês, em média.

CAIO DO VALLE, FABIO LEITE, O Estado de S.Paulo

06 Dezembro 2013 | 02h05

Esse é o tipo de situação que mais causa transtornos e só passa a ser computada quando a circulação fica interrompida por mais de seis minutos. O número em 2012 inteiro foi também de 111. Outras ocorrências, consideradas menores pela empresa, não entram na lista. Muitas delas integram a planilha de falhas da frota K, uma das que foram reformadas nos últimos anos pela companhia.

Foram justamente esses trens que, entre 10 de outubro e 9 de novembro deste ano, atingiram a marca de 696 panes. São casos que incluem a abertura de portas com o trem se movendo, problemas de frenagem e até princípio de incêndio. As composições da frota K circulam na Linha 3-Vermelha, a mais sobrecarregada da rede.

O Ministério Público Estadual recomendou nesta semana ao Metrô a suspensão de dez contratos relacionados à reforma dos trens, inclusive os da frota K. Ontem, Marcelo Milani, promotor do Patrimônio Público e Social, afirmou que anexará os dados das falhas ao inquérito que abriu sobre os contratos de reforma das composições.

Sem risco. O diretor de Operações do Metrô, Mario Fioratti Filho, disse ontem que o sistema "não está vivendo nenhuma epidemia" e que o número total de 696 ocorrências não envolve só falhas, mas também intervenções preventivas feitas nos trens. Ele afirmou ainda que a média mensal de ocorrências na frota K é de 45 casos, um número um pouco maior do que os antigos da frota C, que tem 42 ocorrências/mês, em média. Segundo Fioratti, esses trens mais modernos teriam mais ocorrências "por estarem em início de operação".

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