Gabriel Delena
Gabriel Delena

Sete detentos soltos após ataque a comboio continuam em liberdade

Nesta segunda-feira, vigias de empresa de carro-forte atacado pelo bando fizeram uma manifestação por mais segurança

Rene Moreira, Especial para O Estado

10 de agosto de 2015 | 12h29

Atualizada às 17h22

RIBEIRÃO PRETO - A polícia já conseguiu capturar 30 dos 37 presos que foram soltos durante ataque na manhã de sexta-feira, 7, em Mococa (SP). Um dos foragidos foi localizado nesta manhã.

Os detentos, 41 no total, eram levados de um presídio a outro para participarem de audiências quando o comboio cruzou uma quadrilha que acabara de roubar um carro-forte em Cajuru (SP). Os assaltantes, que também continuam foragidos, então atacaram o comboio e libertaram os presos.

 

O ataque ao carro-forte ocorreu na Rodovia Abrão Assed (SP- 338). Os assaltantes levaram R$ 1 milhão. A Polícia Civil da região, com o apoio de uma equipe do Departamento Especial de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo, tenta localizar os detentos que ainda estão nas ruas e também a quadrilha que os libertou.

 

O ataque ao carro-forte causou a morte do motorista do veículo e feriu dois vigilantes. Já a ação contra o comboio feriu um policial militar que participava da escolta. 

 

Protesto. Os ataques chamaram a atenção pelo poder de fogo dos bandidos. Além de portarem armas capazes de derrubar até um helicóptero, como uma metralhadora ponto 50, eles tinham capacetes e coletes à prova de balas.

 

Nesta segunda-feira, 10, cerca de 50 vigias fizeram em Ribeirão Preto (SP) uma manifestação na porta da Protege - empresa envolvida no ataque ao carro-forte. Eles ficaram por mais de duas horas no local, mas não conseguiram uma reunião com representantes da diretoria, como pretendiam.

 

Os vigias pedem armas mais potentes, dispositivos de segurança mais avançados e maior número de profissionais para cuidar do transporte de valores. A empresa não se manifestou a respeito.

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