TV Estadão | 14.09.2015
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Sete acusados de forjar tiroteio na zona oeste são denunciados

Ministério Público Estadual pediu a prisão preventiva de policiais militares; eles são suspeitos de participar de duas execuções

Alexandre Hisayasu, O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2015 | 03h00

SÃO PAULO - O Ministério Público Estadual denunciou e pediu nesta quinta-feira, 8, a prisão preventiva de policiais militares suspeitos de participar da execução de dois jovens no Butantã, zona oeste de São Paulo, em 7 de setembro. Sete PMs foram denunciados por homicídio qualificado, fraude processual e falsidade ideológica.

Segundo as investigações, Fernando Henrique da Silva e Paulo Henrique de Oliveira tentaram roubar uma moto, foram perseguidos e acabaram sendo assassinados por PMs do 16.º e do 23.º Batalhão.

A Justiça Militar já havia decretado prisão de 11 policiais envolvidos nos crimes. Todos estão no Presídio Romão Gomes, na zona norte da capital paulista.

A pedido do promotor Rogério Zagallo, a Justiça comum também determinou, em 15 de setembro, a prisão temporária dos 11 PMs por 30 dias. Nesta quinta-feira, Zagallo pediu a prisão preventiva dos soldados Silvano Clayton dos Reis, Silvio André Conceição, Tayson Oliveira Bastiane Oliveira, Flavio Lapiana de Lima, Fabio Gambale da Silva, Samuel Paes.

“Deixo de oferecer denúncia contra Jackson da Silva Lima, Paulo Eduardo de Almeida Hespanhol, Ângelo Felipe Mancini e João Maria Bento Xavier por entender que a prova até aqui obtida não respalda a responsabilidade deles nas mortes de Paulo Henrique e Fernando”, afirma o promotor.

Ele também excluiu do pedido de prisão a soldado Mariane de Morais Silva Figueiredo – que deu cobertura ao assassinato – por entender que ela ajudou os colegas por medo de ser morta. “Os denunciados são tão perigosos que causam medo até mesmo em membros de sua própria corporação”, diz.

Caso. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que Oliveira se rende e é algemado pelos policiais após perseguição. Ele é levado para a calçada, tem as algemas retiradas e é baleado no abdome. Um PM coloca uma arma nas mãos de Oliveira. Já Silva é dominado no telhado de uma casa, levado até a beira e jogado de uma altura de quase nove metros. Na gravação das câmeras, é possível ouvir dois disparos.


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