Sesc Belenzinho bate recorde de público

Em pouco mais de dois meses, a segunda unidade da rede na zona leste da capital já recebeu mais de 410 mil frequentadores

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2011 | 00h00

O movimento na piscina e as filas do restaurante e do teatro chamam a atenção no novo Sesc Belenzinho, na zona leste paulistana. Desde que foi inaugurada, em 4 de dezembro, a unidade de 50 mil metros quadrados de área já ganhou mais de 410 mil frequentadores - de longe, o maior sucesso de público entre os 31 Sescs do Estado de São Paulo.

"Tínhamos um problema sério na zona leste, que era a ausência de uma unidade urbana que pudesse atender sua enorme população. E o sucesso foi absolutamente incomparável", resume o diretor do Sesc, Danilo de Miranda, na sede administrativa que fica no mesmo complexo.

Nas duas últimas unidades inauguradas na cidade, em Pinheiros, na zona oeste, e em Santana, região norte, os dois primeiros meses após a abertura tiveram cada um menos da metade de público que recebeu o Belenzinho. Apesar de a nova unidade ser maior que as outras duas, os números são considerados "extraordinários".

A área no Belenzinho onde antes funcionou a fábrica da tecelagem Moinho Santista S/A pertence ao Sesc desde 1998. No mesmo ano, foi aberta uma unidade provisória, que funcionou até 2006, quando começou a reforma de R$ 150 milhões. Assinado pelo arquiteto Ricardo Chahin, o projeto buscou aproveitar a estrutura original da antiga tecelagem. Parte do prédio foi mantida e serviu de base para as obras do atual conjunto de cinco andares e um subsolo, campeão em área construída. Houve preocupação de aproveitar a iluminação natural e todos os espaços são acessíveis para deficientes físicos.

Não que o Sesc não tivesse nada antes na zona leste. Desde o começo da década de 1990, há uma unidade em Itaquera. Mas lá é diferente. Classificada como campestre, a exemplo da de Interlagos, na zona sul, ela tem mais de 300 mil m² de área e programação mais voltada a quem vai para passar o dia, especialmente nos fins de semana.

Eram justamente as duas unidades campestres que mais atraíam público em toda a rede - média de 100 mil pessoas cada nos meses de janeiro. Mas, com a inauguração do Belenzinho, o reinado foi quebrado. No primeiro mês deste ano, o caçula dos Sescs ganhou mais de 24 mil sócios - 10 mil a mais que em Itaquera - e atraiu mais de 200 mil visitantes, 150 mil deles passaram pela piscina.

Programa família. A auxiliar administrativa Elizabeth da Silva, de 26 anos, é uma delas. Moradora de São Mateus, perto de Itaquera, ela preferiu passar o último domingo no Sesc Belenzinho. E não se arrependeu. "Lá tem mais piscinas, mas é mais bagunça e mais povão. Aqui é melhor para vir com a família."

Um diferencial importante do novo Sesc é que ele une como poucas unidades ofertas culturais e esportivas. Um ginásio poliesportivo, campo de grama sintética e quadras de tênis - que ficam em torno de uma praça de convivência com mais de 5 mil m² - atraíram o comerciante Alessandro Gomes, de 36 anos. Sua paixão pelo tênis sempre esbarrou em uma limitação da região: morador do Bresser, bairro vizinho, ele nunca encontrou por perto uma quadra para a prática do esporte. "Foi a chance de começar", diz ele, que passou a frequentar o local aos domingos.

Antes do Sesc, Gomes sequer tinha uma raquete. O acessório foi presente da mulher, Dimitria Gomes, de 29. No domingo passado, ela acompanhou o marido ao Sesc pela primeira vez. Caminhou entre as quadras, conheceu a piscina coberta, as salas de ginástica e artes marciais. Os filhos Julia, de 10 anos, e Pedro, de 5, aproveitaram para curtir a piscina. "Eu não frequentava lugar nenhum, foi uma boa surpresa", conta Dimitria.

Diversidade. Nas primeiras semanas de funcionamento, a programação cultural incluiu apresentações da coreógrafa Denise Stocklos, da banda Pato Fu e dos músicos Luis Melodia e Francis Hime. Segundo Miranda, o objetivo foi promover uma programação atraente e impactante, como forma de se firmar no bairro. Para quem quiser visitar a unidade neste domingo, uma atração é a peça Ópera dos Vivos, da Companhia do Latão, às 19 horas.

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