Sesc Belenzinho abre até o começo de dezembro

Concluído após cinco anos de obras e projetado com conceitos sustentáveis e de acessibilidade, o espaço é a unidade com maior área construída da rede

Ana Bizzotto, O Estado de S.Paulo

05 de novembro de 2010 | 00h00

No terreno da antiga fábrica de tecidos da Moinho Santista S/A, no Belenzinho, zona leste de São Paulo, será inaugurada no dia 4 de dezembro a maior unidade em área construída do Sesc no Estado. Com 50 mil m² instalados em um terreno de 32 mil m², o Sesc Belenzinho custou R$ 150 milhões e demorou cinco anos para ficar pronto.

Assinado pelo arquiteto Ricardo Chahin, o projeto buscou aproveitar ao máximo a luminosidade e a ventilação naturais para tornar a unidade o mais sustentável possível - há também aquecimento solar e reaproveitamento de água. A estrutura original do prédio foi mantida e serviu de base para as obras do conjunto de cinco andares e um subsolo. O arquiteto explica que a "grande caixa vermelha" que se vê por fora do prédio é uma estrutura suspensa, apoiada por colunas de metal. "É uma simplicidade bem complicada", brinca.

Todos os espaços são acessíveis para deficientes físicos no conjunto, que reúne quadras, salas para atividades físicas, consultórios odontológicos, piscinas, praça, biblioteca, espaço de exposições, restaurante e três salas de espetáculos - incluindo teatro com 400 lugares.

No primeiro andar, um piso de vidro com resistência de 300 kg/m² foi instalado exatamente sobre a piscina semiolímpica que fica no térreo. Da área envidraçada ao topo do edifício há um grande vão que amplia a luminosidade dos andares e será usado para apresentações circenses. A previsão é de que a nova unidade receba cerca de 4 mil pessoas por dia durante a semana e 8 mil por dia nos fins de semana.

Urbana. De 1998 a 2006, funcionou no terreno o Sesc Belenzinho provisório. A outra torre que abrigava a fábrica também teve a estrutura preservada e desde 2006 é a sede administrativa do Sesc. Segundo o diretor do Sesc, Danilo de Miranda, a unidade se difere pela dimensão e localização. "É a primeira unidade urbana do Sesc na zona leste. O Sesc Itaquera também é na zona leste, mas está no extremo e é adequado à contemplação, ao lazer, está menos envolvido no cotidiano das pessoas."

Ele atribui a demora para concluir as obras ao tamanho e complexidade do conjunto. "É um tempo relativamente normal para construir uma unidade como essa. Nesse período, concluímos outras. São investimentos muito pesados que têm de ser distribuídos no tempo e no espaço."

A inauguração do Sesc Belenzinho integra o plano de expansão da rede, que tem obras e projetos em andamento na capital e no interior. Na cidade de São Paulo, as unidades Santo Amaro e Bom Retiro serão abertas em 2011.

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