Servidores passavam dados de carros para quadrilha

Funcionários do DER e do Detran participavam de esquema para fraudar documentos e criar placas falsas

Fabio Leite, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2013 | 02h04

A Polícia Civil prendeu na manhã dessa terça-feira, 17, cinco pessoas, incluindo quatro funcionários do governo de São Paulo, sob suspeita de vender dados sigilosos a quadrilhas especializadas em roubos de veículos.

De acordo com as investigações, dois funcionários do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) se encarregavam de passar dados para placas falsas enquanto outros dois do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran) levantavam informações para fraudar documentos.

Eles foram detidos na sede do Detran, que fica na Avenida do Estado, e devem responder pelos crimes de formação de quadrilha, falsificação de documentos, violação de sigilo funcional e corrupção ativa e passiva.

Com ajuda de escutas telefônicas, policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) descobriram que os dados eram passados a Marcelo Lanzarini, de 43 anos, ex-funcionário do Detran suspeito de vendê-los a criminosos. Ele foi preso ontem na Rua Teotônio Freire, no bairro do Imirim, zona norte da capital paulista. Na casa dele, os policiais encontraram munições de calibre 38, uma carteira com distintivo, tarjetas e placas de veículos usadas para clonagem.

Desdobramento. Segundo o delegado Fábio Sandrin, as prisões são os desdobramentos de uma ação realizada no dia 5 deste mês, quando foram detidas quatro pessoas responsáveis por produzir documentos falsos para quadrilhas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.