Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Servidores municipais de São Paulo entram em greve nesta quarta-feira

Funcionários da Cultura, Assistência Social, Serviço Funerário e das subprefeituras querem aumento de 11,43% para todo o funcionalismo e reposição da inflação

Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo

27 Maio 2014 | 18h06

Atualizada às 20h38

SÃO PAULO - Em assembleia realizada no início da noite desta terça-feira, 27, na frente da Prefeitura de São Paulo, servidores municipais da Saúde, da Cultura, do Serviço Funerário e das subprefeituras, além de engenheiros de carreira, decidiram engrossar, a partir desta quarta, 28, a paralisação dos professores da rede municipal de ensino.

Ao todo, as categorias em greve no governo municipal somam agora cerca de 30 mil dos 147 mil servidores municipais. Cerca de 4 mil pessoas participaram nesta terça de novo ato na frente do Edifício Matarazzo, na região central, onde o prefeito Fernando Haddad (PT) e parte de seu secretariado despacha.

A paralisação poderá afetar nesta quarta os serviços de Vigilância Sanitária, dos velórios e de manutenção a cargo das subprefeituras - incluindo poda de árvores e o serviço de tapa-buracos. Os arquitetos também prometem não emitir nenhuma nova licença para obras e empreendimentos na cidade.

Nesta terça, logo pela manhã, por volta das 10 horas, o bloco de servidores que se uniu para tentar negociar um aumento imediato de 11,43% começou a passar nas repartições da Prefeitura e divulgar a paralisação.

A adesão aconteceu entre a maior parte dos funcionários da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa) e do Serviço Funerário. Muitos servidores deixaram suas repartições após o almoço para ir ao protesto dos professores, às 17 horas, no centro. Lá eles decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. Os professores, parados desde o dia 23, também rejeitaram qualquer negociação com o governo.

Engenheiros. Paralelamente ao movimento do bloco liderado pelo Sindicato dos Servidores Municipais e pelos professores, engenheiros e arquitetos que já planejavam uma paralisação também saíram às ruas para protestar.

Eles começaram a fechar ruas do centro por volta das 14 horas. Os três grupos (professores, bloco de servidores e engenheiros) se uniram na frente da Prefeitura a partir das 16 horas.

"Não vamos aceitar negociação separada, queremos agora o aumento de 11% que o governo queria dividir em três anos - e também a reposição da inflação", afirmou Vlamir Lima, presidente do sindicato dos servidores. Eles também pedem um piso geral na Prefeitura de R$ 820 - hoje, o valor é de R$ 755. "O governo do PT ignora os compromissos para a valorização do funcionalismo", emendou Cláudio Fonseca, presidente do Sindicato dos Professores Municipais e ex-vereador pelo PPS.

Entre os servidores que participaram do ato, o clima era de euforia na adesão à greve. A opinião era quase unânime de que a paralisação é necessária para se conseguir um aumento, antes da Copa do Mundo.

"Todo mundo que para consegue alguma coisa. Nós tivemos aumento simbólico de 0,01% nos últimos dois anos, isso é muito injusto. Olha os motoristas de ônibus, eles logo vão conseguir aumento", dizia Gerson Torres, de 36 anos, agente de Saúde da Covisa.

‘A hora é agora’. Opinião semelhante tinha Vanessa Santos, de 29 anos, enfermeira do Hospital Ermelino Matarazzo. "A hora é agora. Se teve dinheiro para fazer o Itaquerão, tem de ter para o aumento também", bradou.

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