Servidores estaduais de saúde protestam hoje por reposição salarial

Secretaria de Saúde diz que a greve tem baixa adesão e que todos os hospitais da rede continuam funcionando normalmente

André Cabette Fábio,

10 Maio 2013 | 10h55

SÃO PAULO - Trabalhadores do sistema de saúde estadual vão protestar nesta sexta-feira, 10, por reposição salarial, diminuição da carga horária para trabalhadores da administração e melhores condições de trabalho. Em greve desde o dia 1º de maio, eles realizam uma assembleia nesta manhã na Quadra dos Bancários, no centro de São Paulo, e uma manifestação na Praça da Sé. A Secretaria de Saúde afirmou em nota que a greve tem baixa adesão e que todos os hospitais da rede continuam funcionando normalmente.

Os manifestantes reivindicam um reajuste equivalente a 12 anos de perda salarial. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos (Dieese) calcula a perda em 32,2%. Os grevistas também pedem que o governo regulamente um suposto acordo verbal de mais de 20 anos, que diminui a carga horária dos servidores da administração da saúde de 40 para 30 horas semanais.

A Secretaria de Saúde afirmou em nota que, das 203 unidades sob sua administração, em apenas três "houve piquete na porta e paralisação de poucos servidores do setor administrativo, mas sem prejuízos ao atendimento, apesar de alguns sindicalistas prestarem informações falsas à população sobre uma greve que não existe". A pasta ressaltou também um reajuste salarial de 2011, que elevou os salários dos servidores de 9% até 40%. Um plano de carreira para os médicos, que prevê salários de até R$ 14,7 mil, foi implantado neste ano.

Segundo Rosemeire da Silva, delegada sindical de base do Sindicato dos Trabalhadores Públicos de Saúde do Estado de São Paulo (SindSaúde-SP), a assembleia discute o encaminhamento da greve, já que o movimento ainda não foi recebido pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). "Há um mês e meio o governador não nos responde", afirma. Segundo ela, os grevistas do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, onde atua, irão propor uma manifestação na frente do Palácio do Governo.

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