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Servidores entram em greve contra reajuste de 3,5% em Sorocaba

Escolas tiveram o atendimento prejudicado e algumas fecharam os portões; unidades de saúde só atendiam casos de urgência

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

23 Março 2016 | 15h41

SOROCABA - Servidores municipais de Sorocaba, interior de São Paulo, entraram em greve na manhã desta quarta-feira, 23, contra o reajuste salarial de 3,5% oferecido pela prefeitura. Segundo a proposta do município, outros 2,5% seriam aplicados em agosto. 

O Sindicato dos Servidores Municipais pede reajuste imediato de 10,41%, correspondentes ao índice da inflação. Creches e escolas tiveram o atendimento prejudicado e algumas fecharam os portões. Postos e unidades de saúde só atendiam casos de urgência. A cidade tem 10 mil servidores municipais.

De manhã, cerca de 500 funcionários, segundo a Polícia Militar - três mil, segundo o sindicato -, fizeram uma passeata pelas avenidas de acesso ao Palácio dos Tropeiros, sede do governo local. Com cartazes e apitos, eles protestavam contra o aumento. Outro grupo se postou em frente à prefeitura. O prédio foi protegido por uma barreira da Guarda Civil Municipal, que não aderiu à paralisação. Também houve manifestação no centro operacional do Serviço Autônomo de Água e Esgotos (Saae), onde parte dos funcionários aderiu à greve, segundo o sindicato.

Em nota, a prefeitura informou que, por determinação da Justiça, o sindicato deve manter em funcionamento 50% dos serviços de segurança, educação e saúde, incluindo o combate ao mosquito da dengue. Os demais serviços essenciais devem funcionar com 30% dos servidores. Foi estabelecida multa de R$ 30 mil por evento em caso de descumprimento. O prefeito Antonio Carlos Pannunzio (PSDB) decretou ponto facultativo nesta quinta-feira, véspera do feriado da Semana Santa. O sindicato informou que a greve vai continuar até que haja acordo.

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