Servidores da Saúde ocupam plenário da Assembleia em protesto

Casa Civil informa, por meio de nota, que o governo aprovou na semana passada aumento salarial de 35% aos funcionários do setor

Ricardo Chapola, O Estado de S. Paulo - atualizado às 11h27 de 16/04/2014

15 Abril 2014 | 18h44

SÃO PAULO - Cerca de cem servidores da saúde ocuparam nesta terça-feira, 15, um dos plenários da Assembleia Legislativa de São Paulo em protesto contra a falta de agilidade do governo em aprovar projeto que prevê implementação de um prêmio de incentivo à categoria.

O texto estava previsto para ir a plenário em fevereiro, mas até agora não saiu do Palácio dos Bandeirantes. O prêmio de incentivo faz parte de uma verba repassada pela União ao Fundo Estadual de Saúde e que é destinada à bonificação de funcionários do setor.

"O que o governo tem feito é dizer que vai aumentar o prêmio de incentivo. Mas até agora não apresentou nada. Eles (governo) ainda nem apresentou o projeto que regulamenta isso", afirmou o presidente do SindSaúde, Gervásio Foganholi, que representa a categoria.

Foganholi disse que o objetivo do protesto é construir um canal de negociação com a base aliada do governador Geraldo Alckmin (PSDB) na tentativa de apressar a aprovação do projeto. "É um ano atípico. É ano eleitoral e vai chegar um momento que a Casa não vai poder votar mais nada."

Procurada pela reportagem, a Casa Civil informou, por meio de nota, que o governo aprovou na semana passada um aumento salarial de 35% a funcionários da saúde. O anúncio foi feito por Alckmin durante inauguração de leitos de um hospital em São Mateus, zona leste de São Paulo, no dia 8 de abril.

A assessoria da presidência da Assembleia informou que não houve ocupação de nenhum plenário durante o protesto desta terça. O que houve, comunicou a assessoria, foi um convite aos servidores para que entrassem na Casa e tentassem costurar um acordo com os deputados em torno da pauta da categoria.

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