Serviços precários

SÃO BERNARDO DO CAMPO

O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2012 | 03h03

No bairro Pauliceia, em São Bernardo do Campo, os ônibus das Linhas 2 e 3 estão demorando mais de uma hora para passar, sem horário certo. O intervalo médio era de 20 minutos. Já reclamei na SBCTrans e na prefeitura, sem sucesso. Saio de casa mais de uma hora mais cedo do que o necessário e chego mais de uma hora atrasado porque o ônibus não passa! E as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs)? Fecharam dois prontos-socorros (Pauliceia e Taboão) para abrir uma UPA, cujo atendimento é péssimo. Agora temos menos leitos, menos médicos e mais pacientes!

ANDERSON GARCIA / SÃO BERNARDO DO CAMPO

A Prefeitura de São Bernardo do Campo, por meio da Secretaria de Transportes e Vias Públicas, informa que o atendimento do transporte coletivo da Linha 2 tem intervalo médio de 16 minutos entre partidas e a Linha 3 possui intervalo médio de 14 minutos entre partidas; a oferta das linhas é compatível com a demanda. Informa ainda que os prontos-socorros periféricos estão sendo substituídos por UPAs, unidades mais bem equipadas para os atendimentos de urgências e emergências. Ressalta que nos bairros Pauliceia e Taboão as Unidades Básicas de Saúde (UBS) foram reformadas e ampliadas recentemente.

O leitor reclama: Os ônibus não estão passando com os intervalos citados na resposta, o que pode ser comprovado perguntando aos usuários. Sobre as UPAs, o número de funcionários não dobrou. A UPA Pauliceia só tem um clínico-geral e um pediatra por plantão. Uma unidade maior em extensão não significa uma unidade que atenda bem. Para constar: a UBS não atende a emergências e manda o paciente procurar a UPA.

SEGURANÇA

Assalto próximo a PMs

Em 22 de junho, às 10 horas, fui assaltado na esquina da Rua Amauri com a Avenida Brigadeiro Faria Lima por um motoqueiro armado. Não reagi e entreguei o relógio. O fato seria corriqueiro não fosse por ter ocorrido a apenas 100 metros de um posto móvel da Polícia Militar (PM), na esquina da Faria Lima com a Avenida Cidade Jardim. Imediatamente fui até o posto policial, onde encontrei dois PMs conversando do lado de fora, com um talão de multas na mão e - pasmem - mais quatro ou cinco PMs sentados conversando dentro de uma van. Não sei se abrigados do friozinho matinal ou em horário do lanche. De que adianta ter tantos policiais inertes numa viatura e deixar aquele perigoso conjunto de cruzamentos desguarnecido?

AREF FARKOUH / SÃO PAULO

A PM diz que irá apurar rigorosamente o fato e que, nesta circunstância, é imprescindível ligar para o 190 para que a PM mobilize os meios necessários.

O leitor critica: Resposta padronizada. A PM irá apurar rigorosamente o roubo ou por que meia dúzia de PMs estavam sentados, conversando, e os bandidos fazendo a festa? Ligar para o 190 por quê? O assalto foi em linha de visão com a van da PM, onde cheguei em menos de um minuto, e os "meios necessários" já estavam mobilizados: uns conversando, outros com o talão de multas na mão.

TAM - VOO DESVIADO

Horas de espera no avião

Em 12/6 peguei um voo da TAM no Rio de Janeiro com destino a São Paulo. Por causa da neblina, Congonhas fechou e fomos desviados para Viracopos, onde pousamos às 20 horas. Esperava desembarcar, mas ficamos no avião, parado na pista, por ao menos duas horas e meia! A TAM explicou que havia apenas 1 posição para os aviões que desviaram para Viracopos e que eram necessários o desembarque e o abastecimento de cada avião, antes de liberar a posição para o próximo. Sugestões: deveria haver um local em que todos os aviões desviados desembarcassem seus passageiros; a criação de uma fila que intercalasse voos desviados com regulares; e o desembarque na pista para dar algum conforto às pessoas.

EDUARDO ARNONI / SÃO PAULO

A TAM explica que as operações em Congonhas foram impactadas pelo mau tempo. No dia citado, Viracopos recebeu mais aeronaves do que o normal e, por isso, houve demora no desembarque. Procedimentos de segurança exigem que essas aeronaves aguardem liberação de posições apropriadas para que, após a saída dos passageiros, os funcionários de terra façam a reacomodação.

A Infraero diz que colocou à disposição 7, e não 1, de suas posições para atendimento exclusivo às aeronaves alternadas. Destaca que é preciso preservar vagas para os voos regulares, mesmo em situações de alternâncias, de modo a garantir o atendimento prioritário dos voos que operam regularmente no aeroporto.

O leitor diz: Na próxima oportunidade, gostaria de ver as sugestões colocadas em prática.

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