Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

Serviço funerário São Paulo encerra paralisação e retoma o trabalho

Categoria reclama de aumento de 0,01% e pede 39%; ontem sepultamentos e remoções foram adiados

João Paulo Carvalho, estadão.com.br

22 de junho de 2011 | 08h06

SÃO PAULO - Os funcionários do Serviço Funerário de São Paulo decidiram voltar ao trabalho a partir das 6h desta quarta-feira, 22. A categoria fez paralisação na terça-feira, quando vários sepultamentos e remoções de corpos tiveram de ser adiados. Até agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) tiveram de levar corpos por causa da greve.

 

O Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep) entrou em acordo com a administração municipal, que prometeu discutir a pauta de reivindicações da categoria até o início de agosto.

 

De acordo com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep), Irene Batista de Paula, os funcionários do Serviço Funerário de São Paulo exigem um reajuste salarial de 39%, plano de carreira e melhores condições de trabalho. Segundo ela, nos últimos anos, o aumento foi de 0,01% e o salário dos servidores está em torno R$ 440.

 

Histórico. É a primeira vez em 17 anos que o serviço de sepultamentos enfrenta grandes problemas em São Paulo. Em 1994, os motoristas do Serviço Funerário fizeram paralisação de 11 horas, em protesto pela demissão de dois colegas. Na mesma época, funcionários da fábrica de caixões da Prefeitura promoveram "operação tartaruga", o que impediu a montagem do estoque diário de 300 caixões.

 

Em abril de 1999, houve um caso isolado: o IML central, em Pinheiros, passou quase todo o dia sem poder recolher corpos de vítimas de mortes violentas porque não tinha carros disponíveis. Peruas do Corpo de Bombeiros tiveram de ser acionadas.

 

(Com Caio do Valle, do Jornal da Tarde)

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