Serviço Funerário de SP manterá greve por pelo menos mais 4 dias

Categoria pede reajuste salarial de 39%; atualmente, remuneração inicial é de R$ 630

Marcela Bourroul Gonsalves, estadão.com.br

01 de setembro de 2011 | 16h03

SÃO PAULO - O Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep), que inclui os funcionários do Serviço Funerário, decidiu nesta quinta-feira, 1º, manter a greve pelo menos até a próxima segunda, 5. A categoria está paralisada desde o início da semana.

 

A assembleia para decidir os rumos da greve foi realizada nesta quinta em frente à sede da Prefeitura de São Paulo, no centro da cidade. Uma nova assembleia foi marcada para segunda-feira, às 10h, no mesmo local.

 

Os servidores municipais pedem reajuste salarial de 39%, plano de carreira e melhores condições de trabalho. Atualmente, o piso dos servidores está em R$ 630.

 

O sindicato, que conta com 25 mil associados, não tem um balanço de quantos funcionários estão paralisados, mas entre as secretarias afetadas estão a do Verde e Meio Ambiente e a de Finanças. Em relação ao Serviço Funerário, 10 dos 13 cemitérios municipais suspenderam suas atividades, e calcula-se que a greve tenha sido aderida por cerca de 80% dos funcionários.

 

O transporte de corpos para funerárias e velórios está sendo feito pela Guarda Civil Metropolitana (GCM). A paralisação atrasa os serviços de remoção dos corpos e sepultamento.

 

A prefeitura afirmou em nota que "considera inadmissível e repudia a paralisação parcial dos servidores do Serviço Funerário que é considerada ilegal pela Justiça, por tratar-se de serviço essencial à população."

 

Texto atualizado às 18h15.

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