Serviço de R$ 400 saiu por R$ 1,6 mil na zona sul

"Como a senhora não quer as flores daqui? Como a senhora vai comprar outras flores?" É o que uma empresária e moradora da zona sua da capital, que preferiu não se identificar, relata ter ouvido de um funcionário da Prefeitura. Ela comprava um caixão em Santo Amaro, da funerária da Prefeitura.

O Estado de S.Paulo

17 Setembro 2012 | 03h04

"Ele estava inconformado porque eu não aceitei as flores que queria me oferecer. Queria me passar o serviço de qualquer jeito, de uma empresa que fica na frente do lugar", conta.

O caixão era para o seu sogro e, na presença do marido fragilizado, ela decidiu não discutir sobre a venda casada. "Eu já havia contratado o cemitério. Só fui comprar o caixão porque não tinha outro jeito."

Ela lembra que o servidor "ficou muito bravo" com o casal, em "um momento de dor".

"Eu soube que um funcionário da Prefeitura não poderia transportar nem levar o corpo do meu sogro até a empresa que faz tanatopraxia (desinchar o corpo)."

No entanto, a empresária diz que o servidor não só intermediou o serviço como "recebeu por fora". Ela pagou R$ 1,6 mil - sem recibo. Depois, descobriu que o serviço não custaria mais do que R$ 400. / C.H.

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