Sertãozinho terá Cristo maior que o do Rio

Monumento vai medir 57 m - estátua dos cariocas tem 38 m; obra custará mais de R$ 4 milhões

Brás Henrique, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2010 | 00h00

Sertãozinho, a 20 km de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, pretende ter a maior estátua brasileira do Cristo Redentor, com 57 metros - 18 m de estátua e 39 m de pedestal. No Rio, o Cristo mede 30 m e tem um pedestal de 8 m. E centenas de réplicas existem no País, em numerosas cidades.

Desde 2008, a prefeitura de Sertãozinho já investiu R$ 1,8 milhão, pretende gastar mais R$ 950 mil e aguarda liberação de R$ 1,5 milhão do Ministério do Turismo para terminar a obra. A estátua já está pronta, no chão, ao lado do edifício que será o pedestal, num ponto alto. O local era degradado e será transformado no Parque Antonio Gimenes Filho, com lanchonete, estacionamento e arborização. "Não tínhamos intenção de concorrer com ninguém, mas tivemos de fazer revisão do projeto inicial", diz o secretário de Obras, Alberto Dominguez Canovas.

As árvores que já existiam serão mantidas e novas foram plantadas. O edifício é necessário para que o Cristo seja visto em toda a cidade. Para alcançá-lo, haverá escadas e elevador panorâmico. Do mirante ao pé do Cristo será possível avisar todo o município. A estátua pesa cerca de 60 toneladas e um guindaste vai içá-la, ao custo de R$ 300 mil.

"Mesmo sem nada, a visitação chega a 100 pessoas nos fins de semana", comenta o secretário de Indústria e Comércio da cidade, Marcelo Pelegrini. Para evitar qualquer depredação, vigilantes atuam 24 horas.

Não há previsão para concluir a obra. "Começou com tanto entusiasmo e agora, no fim, estão adiando para terminar", reclama o metalúrgico Homero Moreira de Araújo, de 60 anos.

Outros planos. O investimento para atrair turistas expande-se por outras áreas da cidade. O Parque Ecológico Gustavo Simioni, com 833 mil m² e custo de R$ 6 milhões, tem uma prainha artificial, com entrada gratuita. Piscinas, restaurante, campos society, mata para trilhas e uma escola ambiental integram o projeto.

Um trem turístico deve ser implementado para levar a um engenho de 1903. A prefeitura pretende transformar o local em museu do açúcar.

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