Serra sugere que incêndio no HC foi 'provocado'

Segundo o governador, hipótese de incêndio criminoso não havia sido descartado em ocasião anterior

Anne Warth, Agência Estado

23 de janeiro de 2008 | 14h34

O governador de São Paulo, José Serra, sugeriu que o incêndio da manhã desta quarta-feira, 23, no Hospital das Clínicas tenha sido provocado. Segundo ele, esta hipótese não havia sido descartada na ocasião do incêndio anterior, ocorrido no dia 24 de dezembro de 2007, mas no incidente de hoje essa tese é ainda mais forte. "Esse incêndio de hoje foi numa sala fechada, sem elementos de combustão, inclusive existe a hipótese, que vai ser investigada, de que foi provocado", disse. "Era numa sala fechada, que não tinha elementos combustíveis. Ninguém acendeu um fósforo, quer dizer, não havia motivo para ter saído fumaça de lá", acrescentou. Serra ressaltou que as obras para a recuperação e manutenção da rede elétrica do hospital foram iniciadas hoje e que, o ano de 2007 foi o primeiro de muitos em que o orçamento do hospital para este tipo de obra não foi contingenciado. Ele destacou ainda que o incêndio desta manhã não teve nenhuma vítima. "Não teve conseqüência nenhuma agora, que foi esquisito, foi", suspeitou o governador. Sobre a intenção do Sindicato dos Funcionários e Servidores do Hospital das Clínicas, que sugeriu a interdição do Prédio dos Ambulatórios HC até que uma perícia completa do edifício seja realizada para evitar novos incidentes, Serra ironizou: "O sindicato lá é petista e torce contra. Não dá para levar a sério. Eles estão lá na base da provocação para procurar enfraquecer a diretoria do hospital". E alfinetou: "Isso é provocação petista". O governador disse que a denúncia do sumiço de parte de uma carga de cocaína apreendida pela polícia de São Paulo já está sendo investigada. Na ocasião, foram apreendidos 200 quilos da droga, mas a Justiça consta a apreensão de 98 quilos. Em relação à manifestação dos servidores do Sistema Penitenciário do Estado, realizada hoje no centro de São Paulo, Serra disse que no governo já existem estudos para aumentar a remuneração dos agentes. "Eles têm direito de se manifestar, mas, independente disso, nós já estávamos examinando o assunto", garantiu.

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