Serra quer aeroporto fechado até a apuração da tragédia

Governador promete investigação rigorosa e evita falar do futuro do aeroporto metropolitano

Rodrigo Pereira, do Estadão,

18 de julho de 2007 | 01h52

O governador de São Paulo, José Serra, evitou na terça-feira, 17, fazer comentários sobre o futuro do Aeroporto de Congonhas. Mas ao ser questionado sobre a possível desativação do aeroporto, disse apenas que "Congonhas deverá ficar fechado pelo tempo necessário para a apuração dessa tragédia". Ele afirmou ainda que o acidente com o vôo 3054 da TAM "era uma tragédia anunciada". "Muita gente achava isso, inclusive eu. Mas acho que agora é hora de investigarmos com calma, tranqüilidade, energia e serenidade quais os fatores que levaram a essa tremenda tragédia." Após se encontrar com autoridades, entre elas o comandante da Aeronáutica, Brigadeiro Juniti Saito, Serra relatou que o piloto tentou arremeter o pouso e a torre de controle ouviu as últimas palavras do piloto da aeronave antes do choque com o galpão da TAM. O governador ainda confirmou que a Polícia Civil e o Ministério Público também investigarão o caso. Novo aeroporto Sobre a possibilidade da construção de um novo aeroporto na Grande São Paulo, Serra afirmou que estuda a possibilidade, apesar de não ser responsabilidade do governo estadual. "A responsabilidade do sistema aeroportuário é inteiramente federal. Como governo vamos dar a nossa opinião mesmo que não sejamos chamados", disse. Em Brasília, as afirmações de Serra motivaram uma resposta do porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach. Segundo ele, o atendimento ou não do pedido do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), para que o aeroporto de Congonhas seja fechado, será avaliado depois de uma investigação minuciosa e exaustiva do acidente.

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